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Lula se encontra com papa Francisco no Vaticano

Reunião foi intermediada pelo presidente argentino, Alberto Fernández

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2020 | 13h52
Atualizado 13 de fevereiro de 2020 | 19h53

VATICANO - O papa Francisco recebeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 13, no Vaticano, em um encontro privado que durou cerca de uma hora.

Lula está desde quarta em Roma e foi encontrar o papa na Casa Santa Marta, um local onde o líder religioso costuma ter reuniões mais informais, longe dos protocolos do palácio. 

Em sua conta pessoal no Twitter, o ex-presidente Lula publicou duas fotos do encontro informando que havia conversado com o papa sobre um "mundo mais justo e mais fraterno". 

Durante uma breve aparição, sem perguntas, na sede do maior sindicato italiano, a CGIL, o ex-presidente elogiou o papa Francisco. Lula fez referência a um encontro proposto pelo papa na cidade de Asís, na Itália, para reunir jovens empresários e estudantes de todo o mundo para idealizar um novo modelo socioeconômico.

"Quando o papa Francisco impulsiona um encontro em Asís para discutir a desigualdade com milhares de jovens, para debater a nova economia do mundo, é uma decisão alentadora do papa", diz.

Em comunicado, o PT afirmou que entre os assuntos tratados estariam a luta contra a fome e as desigualdades. A reunião foi organizada por intermédio do presidente argentino, Alberto Fernández, que visitou o papa em 31 de janeiro, segundo o partido. 

Em 5 de fevereiro, Lula publicou nas suas redes sociais a intenção de encontrar o papa para agradecer a dedicação ao povo oprimido e "debater a experiência brasileira do combate à miséria". Além disso, queria agradecer pessoalmente pela solidariedade de Francisco quando estava preso, já que o papa respondeu uma carta durante o período. 

Lula ficou um ano e sete meses preso na Operação Lava Jato para cumprir pena de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá. Ele foi solto em novembro do ano passado, após o Supremo Tribunal Federal declarar inconstitucional a prisão após condenação em segunda instância. O ex-presidente tem condenação do caso do sítio de Atibaia.

No começo do mês, o ex-presidente  comunicou ao juiz federal Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Criminal Federal de Brasília, que iria ao Vaticano. Por isso, pediu ao magistrado a suspensão do interrogatório na Operação Zelotes, que estava agendado para terça-feira, dia 11. / EFE

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