Taba Benedicto/Estadão - 11/09/2020
Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, em visita a uma escola do município. Taba Benedicto/Estadão - 11/09/2020

Ibope: Atuação de Covas contra covid-19 é aprovada por 54%

De acordo com a pesquisa Ibope/ACSP/Estadão, outros 40% dos paulistanos rejeitam a gestão da pandemia pelo tucano; governo Bolsonaro é rejeitado por 47%

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2020 | 05h00

A atuação do prefeito Bruno Covas (PSDB) no combate aos efeitos da pandemia do novo coronavírus é aprovada por 54% dos paulistanos e reprovada por 40%, segundo pesquisa do Ibope feita em parceria com o Estadão e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Desde março, quando começou a pandemia e foi feita a primeira pesquisa da parceria Ibope/ACSP/Estadão, tanto Covas quanto o governador João Doria (PSDB) tiveram melhora na avaliação de suas gestões por parte dos moradores da capital. Isso não aconteceu em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro, que continua com praticamente as mesmas taxas positivas e negativas.

Nos últimos seis meses, o prefeito, que é candidato à reeleição, viu a avaliação positiva de sua administração subir oito pontos porcentuais. A parcela da população que considera a administração boa ou ótima passou de 20% para 28%, enquanto as de ruim/péssimo caíram de 32% para 28%.

Essas taxas se referem ao governo de Covas como um todo. Mas o Ibope também fez perguntas específicas sobre o desempenho dele em relação à pandemia. Doria e Bolsonaro não foram avaliados neste quesito específico.

A administração de Bolsonaro é considerada ruim ou péssima por quase metade dos moradores da capital. Segundo a pesquisa, 27% dos paulistanos consideram o governo do presidente bom ou ótimo, 24% o veem como regular e 47% optam pelos conceitos ruim ou péssimo. Há seis meses, essas taxas eram de 25%, 26% e 48%, respectivamente.

No caso de Doria, as avaliações negativas diminuíram de 44% para 39%, e as positivas aumentaram de 17% para 23%. 

O governador e o prefeito ganharam visibilidade ao comandar a reação à pandemia no Estado e na capital com medidas restritivas e incentivo ao isolamento. Bolsonaro, por sua vez, optou por menosprezar a gravidade da doença e por fazer propaganda de um medicamento sem eficácia comprovada para covid-19. A avaliação negativa de Bolsonaro praticamente não variou nos últimos seis meses quando se considera o universo total da pesquisa, mas houve mudanças em determinados segmentos do eleitorado. Entre os mais pobres, com renda de até um salário mínimo, a desaprovação caiu de 56% para 40%. Já entre os que ganham mais de cinco mínimos houve crescimento de 39% para 52%.

O Ibope entrevistou 1.001 eleitores da capital nos dias 15 a 17 de setembro. A margem de erro máxima estimada é de 3 (três) pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo Nº SP-04089/2020.

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Saúde é a prioridade para 33% dos paulistanos, diz Ibope

Número é o triplo das respostas registradas em relação a transporte público, 2º colocado no ranking

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2020 | 05h00

A Saúde é a área em que os paulistanos mais enfrentam problemas, segundo a pesquisa Ibope encomendada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e publicada em parceria com o Estadão. A preocupação com esse setor, porém, diminuiu desde março, época em que a população começou a sentir os primeiros efeitos da pandemia de covid-19.

Na pesquisa feita entre os dias 15 e 17 deste mês, o Ibope apresentou aos eleitores uma lista de áreas em que “as pessoas vêm enfrentando problemas de maior ou menor gravidade”, e pediu a eles que apontassem as mais importantes para os moradores da cidade.

Entre os itens da lista estão vários relacionados ao cotidiano e aos desafios dos moradores de São Paulo: transporte coletivo, trânsito, iluminação pública, geração de empregos e Educação, entre outros. 

Saúde foi citada em 33% das respostas, taxa que é o triplo da registrada em relação ao transporte coletivo, item que vem em segundo lugar no ranking.

Em março deste ano, quando foi realizada a primeira pesquisa da parceria Ibope, ACSP e Estadão, as respostas mencionando a Saúde como a área mais problemática chegaram a 47%.

A preocupação com essa área já foi ainda mais concentrada. Em 2016, durante a campanha para as eleições daquele ano, nada menos que 54% dos eleitores de São Paulo citaram Saúde ao responder à mesma pergunta.

No levantamento mais recente, a Saúde foi considerada como a área mais problemática de todas por eleitores de todas as faixas de renda – a preocupação, porém, é maior entre os mais pobres e os menos escolarizados. Também se observam diferenças entre gêneros e raças: as mulheres (35%) se preocupam mais com saúde do que os homens (30%), assim como os pretos e pardos (36%) veem o setor como mais problemático do que os brancos (29%).

Problemas

Além de perguntar qual é a área prioritária para os paulistanos, o Ibope pediu aos entrevistados que listassem os três setores considerados mais problemáticos.

Na soma das porcentagens dessas três respostas, mais uma vez a Saúde ficou em primeiro lugar, com 62%. Ou seja, seis em cada dez paulistanos incluem a Saúde entre suas três principais preocupações.

Quando o ranking leva em conta as três áreas, e não apenas uma, o quesito transporte coletivo cai da segunda para o quarta posição, com 27%.

A Educação é citada por 39% como uma das três prioridades, e a Segurança Pública, por 33%.

O Ibope entrevistou 1.001 eleitores da capital nos dias 15 a 17 de setembro. A margem de erro máxima estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo SP-04089/2020.

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