Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Como as redes sociais reagiram à demissão de Sérgio Moro

Usuários se dividiram entre elogios à atuação do ex-juiz federal e críticas à suposta intervenção política na Polícia Federal; entre os bolsonaristas, a atitude é cautelosa

Alessandra Monnerat, Pedro Prata, Tiago Aguiar e Samuel Lima, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2020 | 14h13

Após o anúncio da demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, as redes sociais se dividiram entre elogios à atuação do ex-juiz federal e críticas à suposta intervenção política na Polícia Federal por parte do presidente Jair Bolsonaro. Os comentários negativos em relação a Bolsonaro ficaram a cargo da oposição; entre os bolsonaristas, a atitude é cautelosa. Os principais nomes de apoio ao governo federal aguardam pronunciamento do presidente para se posicionarem. 

No Facebook, os posts compartilhados com maior engajamento após o pronunciamento do ministro da Justiça eram de agradecimento a Moro. Entre os mais populares, estavam postagens do empresário Luciano Hang (4,6 mil compartilhamentos), da deputada federal Carla Zambelli (8,1 mil), do presidente do partido Novo João Amoêdo (5,3 mil) e da página “Movimento Avança Brasil” (10,6 mil). O “Vem Pra Rua Brasil” incluiu a hashtag #BolsonaroTraiuMoro em um post que teve 7,2 mil compartilhamentos. O levantamento foi feito por meio da plataforma Crowdtangle.

Outras publicações populares também incluíam referências às denúncias feitas por Moro de interferência política na Polícia Federal. Uma postagem da página “A Luta” comparou o pronunciamento do ministro da Justiça a uma “delação premiada” e obteve 10 mil compartilhamentos. O deputado estadual Arthur do Val (Patriota-SP) chamou Bolsonaro de “criminoso” e ganhou 3,7 mil compartilhamentos. Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) destacou que Moro disse que governos petistas mantiveram a autonomia da PF e sua postagem alcançou 2,7 mil compartilhamentos.

No Instagram, a dinâmica foi parecida. As postagens com maior engajamento incluíam agradecimentos a Moro e críticas à suposta intervenção na PF. Destacaram-se posts de Luciano Hang (137,7 mil likes) e do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (125 mil), de elogio ao ministro da Justiça; e de Fernando Haddad (79,9 mil likes) e das páginas Quebrando o Tabu (87,9 mil) e Mídia Ninja (81,4 mil), com ataques a Bolsonaro.

Após o anúncio da demissão de Moro, o nome do ex-juiz federal era o termo mais comentado no Twitter, com 1,2 milhão de menções, seguido do termo “presidente”, com 989 mil. As hashtags #BolsonaroTraidor, #ForaBolsonaro, #TchauQuerido e #BolsonaroEnlouqeceu, todas contrárias ao presidente, também estavam nos trending topics. 

Entre perfis bolsonaristas, a atitude é de cautela. A parlamentar Bia Kicis (PSL-DF) afirmou que aguardaria o pronunciamento do presidente, previsto para ocorrer às 17h. O mesmo foi dito pelo deputado de São Paulo Douglas Garcia (PSL): “Gosto de ouvir o contraditório e esperarei a fala do presidente da República.”

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