Divulgação/Twitter Jair Bolsonaro
Divulgação/Twitter Jair Bolsonaro

Com hidroxicloroquina na mão, Bolsonaro anuncia teste negativo para covid-19

Na redes sociais, presidente não disse quando novo exame foi realizado e não divulgou laudo; após informar que está curado, Bolsonaro saiu de moto para ir à loja onde comprou o veículo

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2020 | 09h39
Atualizado 13 de outubro de 2020 | 18h59

Com uma caixa de  hidroxicloroquina na mão, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nas redes sociais que deu negativo seu teste para covid-19. Bolsonaro não informou quando o novo exame foi feito, nem apresentou o laudo. Na terça-feira, foi divulgado um teste positivo.

O presidente disse em 7 de julho que estava com covid-19. Desde então, Bolsonaro está em isolamento no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, de onde despacha por videoconferência com ministros e autoridades. Nas aparições via redes socias e na frente do Alvorada, o presidente exaltou a cloroquina, medicamento sem comprovação científica para o tratamento da doença. 

Após o anúncio, o presidente deixou o isolamento de duas semanas no Palácio da Alvorada e saiu de moto para ir à loja onde comprou o veículo em novembro do ano passado. O comboio presidencial passou pela loja Honda Freedom, concessionária da marca japonesa localizada no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), região administrativa do Distrito Federal a 14 km do Palácio da Alvorada. 

O modelo adquirido pelo presidente no ano passado é uma Honda NC 750X azul. O preço de mercado na época era R$ 33.980,00, segundo o site oficial da marca. Depois, o presidente visitou a deputada Bia Kicis (PSL-DF), destituída por ele da vice-liderança do governo na Câmara.

Bolsonaro costuma circular com a moto pelas vias internas ao redor do Palácio da Alvorada e, na última quinta-feira, 23, sem usar máscara e ainda sem o resultado negativo, chegou a parar para conversar com trabalhadores que faziam a limpeza do local. O comportamento foi criticado por especialistas ouvidos pelo Estadão.

Também na quinta-feira, foi divulgado um estudo brasileiro coordenado pelos principais hospitais privados do País que aponta que a hidroxicloroquina, associada ou não ao antibiótico azitromicina, não tem eficácia no tratamento de pacientes internados com quadros leves e moderados de covid.

 

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