Sergio Lima/AFP
Sergio Lima/AFP

Bolsonaro: 'Governadores são verdadeiros exterminadores de empregos'

Presidente tem trocado farpas com governadores ao longo da semana

Bianca Gomes, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2020 | 22h13

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo, 22, que os governadores, sem nomear quais, são "exterminadores" de empregos e estão de olho em sua cadeira no Executivo. "Não podemos extrapolar na dose. Com o desemprego, a catástrofe será maior", afirmou em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Rede Record. "Os governadores são verdadeiros exterminadores de empregos. Essa é uma crise muito pior do que a causada pelo coronavírus no Brasil."

Questionado sobre as reclamações de que não está tomando providências para combater a Covid-19, Bolsonaro voltou a criticar o governador de São Paulo, João Doria, afirmando que ele estava na Sapucaí no dia 23 fevereiro e depois, no dia 8 de março, em uma corrida pelo Dia da Mulher ao lado de 18 mil pessoas. "Não podemos politizar essa crise", afirmou. 

Ao longo da última semana, Bolsonaro criticou diversas vezes as ações de governadores que determinaram medidas de isolamento nos Estados. No sábado, 21, em entrevista à CNN, o mandatário chamou Doria de '"lunático" e afirmou que ele e outros governadores - como os do Rio de Janeiro, Bahia, Piauí e Distrito Federal - têm tomado medidas que "extrapolam" e criam um clima de "terror" junto à população. "É uma dose de remédio excessivo. E remédio em excesso torna-se um veneno", disse o presidente sobre as restrições. 

Um dia antes da entrevista, na sexta, Bolsonaro já havia criticado ações como o fechamento do comércio, adotado nas maiores cidades do País e defendido por especialistas, dizendo que poderia prejudicar a economia e serem usadas para enfraquecê-lo politicamente. 

Na entrevista deste domingo, o mandatário pediu novamente calma e tranquilidade à população e afirmou que o número de pessoas mortas pelo novo coronavírus não chegará à quantidade de óbitos causados pelo H1N1. 

Sobre os panelaços que ocorreram ao longo da semana, Bolsonaro garantiu não estar preocupado com sua popularidade, justificando que ninguém acredita em pesquisa no Brasil. Ele voltou a culpar a mídia pela divulgação dos atos. 

Remédios

Sobre o uso de Reuquinol, remédio que vem sendo testado para curar pacientes infectados pelo novo coronavírus, Bolsonaro disse que os laboratórios conseguem fornecer o medicamento a partir da próxima segunda-feira. Ele voltou a mencionar que  o hospital Albert Einstein deu início a pesquisas sobre o uso do remédio. 

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