Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

Bolsonaro diz que evitará imprensa após relatório sobre ataques a jornalistas

Presidente foi responsável por 58% dos ataques à categoria no ano passado, apontou a Fenaj

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 09h31

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai evitar falar com a imprensa após levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) indicar que ele foi responsável por 58% dos ataques à categoria no ano passado.

O relatório da entidade, divulgado na quinta-feira passada, mostra que 208 ataques a veículos de comunicação e jornalistas foram registrados no ano passado. Desses, Bolsonaro foi responsável por 121.

Ao falar com jornalistas que o aguardavam na entrada do Palácio da Alvorada, nesta manhã, Bolsonaro fez referência a um suposto processo contra ele da "Associação Nacional de Jornalistas". O Palácio do Planalto não soube informar, até o momento, de qual processo se trata.

"Eu quero falar com vocês, mas a Associação Nacional de Jornalistas diz que, quando eu falo, eu agrido vocês. Como eu sou uma pessoa da paz, não vou dar entrevista. Não posso agredir vocês aí. Manda tirar o processo que eu volto a conversar", disse Bolsonaro.

No domingo, Bolsonaro ironizou o estudo da Fenaj. “HAHAHAHAHAHAHA. KKKKKKKKKKKKKKK.”, escreveu o presidente em seu Twitter ao replicar uma chamada jornalística sobre a pesquisa. Bolsonaro respondeu ainda a um seguidor que perguntou como o levantamento chegou ao índice. “Pegaram o QI médio da galera da imprensa. Deu 58”, escreveu. 

A Secretaria Especial de Comunicação Social do Planalto (Secom) informou depois da fala do presidente que a 'Associação Nacional de Jornalistas' citada por Bolsonaro é, na verdade, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

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