Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Bolsonaro anda de moto com Braga Netto por Brasília em dia de protestos contra o governo

O passeio de Bolsonaro ocorre a poucas horas do início de mais uma manifestação contra sua gestão na capital federal

Marlla Sabino, Amanda Pupo e Gabriela Biló, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2021 | 13h56
Atualizado 24 de julho de 2021 | 15h57

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro fez um passeio de moto por regiões próximas ao centro da capital federal na manhã deste sábado, 24. Sem máscara, Bolsonaro conversou e tirou fotos com apoiadores no bairro Estrutural e também em quadras residenciais da Asa Norte. Ele ainda fez uma parada na Catedral. Agora já de volta ao Palácio da Alvorada, sua residência oficial, o presidente esteve acompanhado de seguranças e, em parte do passeio, pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, pivô da mais recente crise envolvendo ameaças às eleições.

O passeio de Bolsonaro ocorre a poucas horas do início de mais uma manifestação contra sua gestão na capital federal. Manifestantes devem se reunir às 15h na área central de Brasília para pedir o impeachment de Bolsonaro.

Na tarde deste sábado, o presidente compartilhou nas redes sociais um vídeo com trechos do passeio.

De acordo com reportagem do Estadão, no dia 8 deste mês, Braga Netto, por meio de um importante interlocutor político, enviou um recado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sobre as próximas eleições. "O general pediu para comunicar, a quem interessasse, que não haveria eleições em 2022, se não houvesse voto impresso e auditável. Ao dar o aviso, o ministro estava acompanhado de chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica", diz o texto.

Nesta manhã, o presidente Bolsonaro foi questionado pela reportagem do Estadão sobre o episódio envolvendo o ministro da Defesa. Em cima da moto, Bolsonaro acelerou e não respondeu à pergunta. Neste momento do passeio, Braga Netto já não estava acompanhando o presidente.

O protestos neste sábado contra o governo federal são organizados em Brasília, em outros Estados e vários outros países e conta com a participação de parlamentares da oposição. Conforme mostrou o Estadão, organizadores das manifestações contra o presidente registraram um aumento no número de atos após o Estadão relevar a ameaça do ministro Braga Netto. A decisão do presidente de entregar o comando da Casa Civil para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) também impulsionou os movimentos.

Pela manhã, parte do passeio foi transmitido no perfil do assessor especial do presidente, Max Guilherme.

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