Reprodução, divulgação dos partidos e Estadão
Reprodução, divulgação dos partidos e Estadão

Saiba quem são os candidatos a prefeito de Ribeirão Preto

Dez candidatos disputam com o atual prefeito, Duarte Nogueira (PSDB), a eleição no município

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2020 | 13h14

A disputa pela Prefeitura de Ribeirão Preto, oitava cidade mais populosa de São Paulo, tem 11 candidatos registrados. Este número, porém, pode mudar até a data da votação: o município tem três candidaturas indeferidas pela Justiça Eleitoral, que aguardam a análise dos recursos apresentados.

Um dos concorrentes é o atual prefeito do município, Duarte Nogueira (PSDB), que postula a reeleição. Ele aparece na frente, com 26% das intenções de voto, na primeira pesquisa Ibope divulgada pela EPTV, afiliada à TV Globo, em 5 de outubro. Fernando Chiarelli, que concorre pelo Patriota e teve a candidatura indeferida, aparece com 17%, em segundo lugar. Em terceiro lugar, estão empatados dois candidatos, com 6% das intenções de voto: Coronel Usai (PRTB) e Suely Vilela (PSB).

Veja, a seguir, quem são os concorrentes à prefeitura de Ribeirão Preto nas eleições 2020.

Antônio Alberto Machado (PT)

Esta é a primeira disputa eleitoral do advogado Antônio Alberto Machado, de 62 anos. Natural de Bebedouro, município próximo a Ribeirão, Machado fez carreira como promotor de Justiça, tendo atuado como promotor criminal, promotor do Tribunal do Júri e promotor da Habitação e Urbanismo, entre outros. 

No governo de Dilma Rousseff (PT), foi membro da Comissão de Altos Estudos, do Ministério da Justiça, para a reforma do Judiciário. Atualmente, trabalha como professor livre-docente do curso de Direito da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Concorre em chapa formada com a professora Elsa Rossi, sem coligação.

Duarte Nogueira (PSDB)

Atual prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira aparece na frente na pesquisa Ibope divulgada pela EPTV, com 26% das intenções de voto. É o candidato com a maior coligação do município: apoiam a sua candidatura PP, DEM, Republicanos, PTB, PL e PSC.

Natural de Ribeirão, Nogueira tem 56 anos e é formado em agronomia. Tem, sobretudo, uma extensa carreira na política. Foi eleito deputado estadual e federal por três ocasiões cada, além de secretário da Habitação no governo de Mário Covas (PSDB), e da Agricultura e Abastecimento e Logística e Transporte em dois mandatos de Geraldo Alckmin (PSDB) à frente do Estado. Concorreu à prefeitura de sua cidade-natal em outras três ocasiões, tendo vencido apenas na última, em 2016, com 56,9% dos votos no segundo turno, disputado com Ricardo Silva (PDT). O seu pai, Antônio Duarte Nogueira, também foi prefeito de Ribeirão por dois mandatos.

O mandatário foi citado na operação Alba Branca, que investigava um esquema de corrupção e superfaturamento nos preços de alimentos de merendas de escolas públicas da rede estadual e municipal de São Paulo. Nogueira seria um dos supostos beneficiários  de uma propina de 10% sobre contratos da Secretaria de Estado da Educação no governo Geraldo Alckmin (PSDB). A investigação foi arquivada pela Corregedoria Geral de São Paulo em abril de 2016.

Segundo mostrou o Estadão, o patrimônio de Nogueira é o maior declarado pelos candidatos deste ano, com R$ 4,2 milhões. Este valor representa um aumento de 169% sobre o R$ 1,56 milhão declarado em 2016, a que o atual mandatário credita a uma herança recebida no período. A assessoria do candidato diz que, após a conclusão do inventário dos pais, ainda em 2016, ele assumiu a prefeitura em 2017 já com patrimônio de R$ 4,9 milhões, declarados no Imposto de Renda de 2017. Depois, portanto, da declaração apresentada à Justiça Eleitoral. Deste modo, segundo a assessoria, o patrimônio declarado atualmente é 14% menor ao de quando ele entrou na prefeitura. Concorre com o advogado Daniel Gobbi (PP) como o seu vice.

Cristiane Bezerra (MDB)

A professora Cris Bezerra, de 52 anos, é a representante do MDB nas eleições deste ano na cidade. Natural de Santa Rita do Passa Quatro, também no interior, tem licenciatura em história. Já foi secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Cultura do município e esteve à frente do setor administrativo da Fundação Instituto do Livro de Ribeirão Preto.

Disputa a prefeitura pela primeira vez com Edilson Del Vecchio (PSL), que é capitão da Polícia Militar, em chapa apoiada pelo PSL, PV, PDT, Avante e Pros.

Emilson Roveri (Rede)

Emilson Roveri, engenheiro de 59 anos, concorre pela segunda vez ao cargo de prefeito de Ribeirão Preto. A outra havia sido em 2012, pelo Psol; antes, em 2000, tentou o cargo de vice-prefeito pelo PPS. Também já pleiteou as vagas de deputado federal por São Paulo e de vereador por Ribeirão, nenhuma com sucesso.

Roveri é natural de Ribeirão Preto e também é professor e consultor de empresas. O seu envolvimento com a política começou nos anos 80, quando foi vice-presidente do Centro Acadêmico na USP de São Carlos. Concorre à prefeitura em 2020 com Luiz Mariano como o seu vice, em chapa sem coligações.

Fernando Chiarelli (Patriota)

Ex-vereador e ex-deputado federal, cargo assumido após a morte de João Herrmann Neto, Fernando Chiarelli, aos 63 anos, é um veterano na disputa a cargos públicos em Ribeirão e no Estado. Já tentou a prefeitura do município em pelo menos outras duas eleições.

Apesar das poucas disputas bem-sucedidas, Chiarelli é uma polêmica figura política. Em 1995, durante o seu mandato como vereador, foi expulso da Câmara por falta de decoro ao chamar o também vereador Antonio Lorenzato de “aleijadinho”. Ficou inelegível por oito anos. Depois, chamou o então ministro da Agricultura do governo Lula, Wagner Rossi, de “bandido”. Em 2012, na disputa pela prefeitura, a então candidata Dárcy Vera ganhou direito de resposta contra ofensas feitas a ela por Chiarelli em entrevistas; nas falas, ele se referiu à candidata como “boca de cabrita” e “maldita Jezebel”. 

Na última disputa à prefeitura, em 2016, foi preso ao chegar na convenção que definiria a sua candidatura, condenado a um ano e oito meses em regime semiaberto pelas ofensas proferidas contra Dárcy, além de multa. Foi solto pouco mais de um mês depois.

A atual candidatura de Chiarelli foi indeferida pela Justiça Eleitoral neste domingo, 25, por conta do não-pagamento da multa. De acordo com a defesa do candidato, ele já quitou as dívidas e pediu deferimento, que ainda será analisado. Nessas eleições, Chiarelli concorre junto ao sargento reformado Valter Vanzo como vice, sem coligações.

Gérsio Baptista (PMN)

Natural de Araraquara, esta é a primeira disputa à prefeitura de Gérsio Baptista, que tem 64 anos. Dono de uma consultoria, ele já trabalhou também como ferroviário. Em 2018, ele chegou a se candidatar ao cargo de deputado federal. 

No momento, a sua candidatura está indeferida com recurso. A prestação de contas de sua campanha de dois anos atrás continua sub júdice: na época, não foram apresentados todos os documentos necessários para concretizar a candidatura. O candidato, porém, já apresentou recurso e documentos para regularizar a sua situação eleitoral, ainda sob análise. Na chapa, concorre com o engenheiro Marco Silveira como o seu vice, sem coligação.

Coronel Usai (PRTB)

Luís Henrique Usai, conhecido como Coronel Usai, é o candidato do PRTB nas eleições em Ribeirão. Também é a sua primeira vez concorrendo ao cargo; em 2016, candidatou-se a vereador, mas não foi eleito.

Natural de São Paulo, Usai tem 56 anos e é formado em Direito. No final da década de 80, formou-se na Academia do Barro Branco. Na carreira militar, chegou a ser major, tenente coronel e passou para a reserva em 2014. Hoje, atua como professor e advogado. Nas eleições de 2020, tenta ligar a sua imagem à do vice-presidente Hamilton Mourão, colega de partido. Disputa o pleito com a professora Sueli Albanezi Gonzalez como a sua vice, em chapa sem coligações.

Mauro Inácio (PSOL)

O professor Mauro Inácio concorre à prefeitura de Ribeirão pela terceira vez - as outras duas foram em 2008 e 2012 - com a assistente social Mayra Ribeiro como vice em chapa pura, sem coligações. Também já concorreu ao cargo de deputado estadual em 2010, mas não foi eleito.

Ele tem 51 anos e nasceu em Bebedouro, também no interior de São Paulo. Trabalhou em lavouras e se formou em história em 1995, dando início à carreira de professor. Por meio do magistério, envolveu-se com a sindicalização do setor e tornou-se dirigente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Rodrigo Junqueira (PSL)

O engenheiro mecânico Rodrigo Junqueira, de 43 anos, concorre à prefeitura pela primeira vez com o policial militar Luiz Fernando Pereira Ramos, que se apresenta como cabo Ramos Bolsonaro, como o seu vice. Em 2018, tentou se eleger deputado federal.

A candidatura, até o momento, é mais uma das que estão indeferidas pela Justiça Eleitoral. Tudo por conta de um racha interno no partido: uma ala apoiava a candidatura de Edilson Del Vecchio como o vice de Cris Bezerra, chapa essa confirmada em uma primeira convenção dos partidos em 15 de setembro. Uma segunda convenção foi feita no dia 16 depois de uma liminar e acabou por determinar a indicação da chapa de Junqueira. No começo de outubro, a Justiça Eleitoral anulou a segunda convenção. O candidato já apresentou recurso contra o indeferimento.

Suely Vilela (PSB)

Ex-reitora da Universidade de São Paulo (USP) - a primeira mulher a comandar a instituição -, Suely Vilela é outra estreante na corrida pela prefeitura. Natural de Ilicínea, em Minas Gerais, tem 66 anos e mudou-se para Ribeirão para cursar Farmácia Bioquímica. Já foi secretária municipal de educação e, hoje, é professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP no campus de Ribeirão.

Em 2018, concorreu ao cargo de deputada estadual, mas não foi eleita. Na corrida pela prefeitura, tem o apoio do Podemos, Cidadania, PSD e Solidariedade e concorre com o empresário Mateus Eduardo (Podemos) como o seu vice.

Vanderley Caixe (PCdoB)

O advogado Vanderley Caixe Filho, de 43 anos, concorre pela primeira vez à prefeitura. Nascido em João Pessoa, na Paraíba, especializou-se em direitos humanos. Atuou como advogado da Pastoral Car­cerária e foi coordenador da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Ribeirão, além de fazer parte do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente.

É filho do militante político Vanderley Caixe, também advogado e um dos fundadores das Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN), grupo de oposição à ditadura militar, falecido em 2012. Caixe concorre com Glauber Silva como o seu vice, em chapa sem coligações. 

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