Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Em Ribeirão Preto, bens de sete candidatos somam 69% do orçamento para meio ambiente

Atual prefeito, Duarte Nogueira atribui elevação no patrimônio declarado à Justiça entre 2016 e agora a herança recebida

Everton Sylvestre, especial para o Estadão

07 de outubro de 2020 | 15h23
Atualizado 08 de outubro de 2020 | 15h23

RIBEIRÃO PRETO – Sete candidatos à prefeitura de Ribeirão Preto que declararam ter bens somam patrimônio de R$ 11.785.876,18. O valor equivale a 69% do orçamento previsto pela prefeitura para meio ambiente em 2021. Os outros quatro candidatos declararam não ter bens.

No total de 11 concorrentes está Rodrigo Junqueira (PSL), que deve recorrer ao TRE sobre decisão da Justiça Eleitoral que anulou sua candidatura. Entre todos, a maior declaração de patrimônio é a do prefeito Duarte Nogueira (PSDB), que tenta a reeleição: R$ 4,2 milhões.

O valor representa um aumento de 169% sobre o R$ 1,56 milhão declarado em 2016. O prefeito justifica o crescimento como resultado do recebimento de herança pela conclusão do inventário de seus pais. Entre os novos bens está a metade de uma fazenda em Iturama (MG), mas na declaração não consta o tamanho.

A assessoria do candidato diz que, após a conclusão do inventário dos pais, ainda em 2016, ele assumiu a prefeitura em 2017 já com patrimônio de R$ 4,9 milhões, declarados no imposto de renda de 2017. Depois, portanto, da declaração apresentada à Justiça Eleitoral. Deste modo, segundo a assessoria, o patrimônio declarado atualmente é 14% menor ao de quando ele entrou na prefeitura.

Ainda entre os candidatos milionários, dois estreantes em eleições: o promotor aposentado e professor universitário Antônio Machado (PT) declarou R$ 2,9 milhões; o terceiro mais rico é o advogado Vanderley Caixe (PCdoB): R$ 2,1 milhões. A professora da Universidade de São Paulo (USP) e ex-reitora da instituição Suely Vilela declarou R$ 1,9 milhão. Ela descreve como natural a evolução de R$ 228,6 mil em seu patrimônio desde que disputou a eleição para deputada estadual há dois anos.

Junqueira, que é engenheiro, declarou que não possui bens. Quando tentou ser deputado há dois anos, descrevia-se como empresário e declarava patrimônio de R$ 2,1 milhões. Junqueira justificou que, tal como em 2018, os três imóveis dele são financiados e que fez uma revisão de entendimento: agora não considera imóvel alienado como patrimônio líquido.

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O administrador Gersio Baptista (PMN) afirma que, ao se separar, os bens foram passados para os filhos. Os outros dois que declaram não ter bens são o professor de ensino médio Mauro Inácio (Psol) e o ex-deputado federal Fernando Chiarelli (Patriota).

O patrimônio do Coronel Usai era de R$ 653,3 mil na eleição de 2018; agora está em R$ 384,2 mil. A redução, segundo o candidato, foi pela divisão de bens ao se separar da esposa. O engenheiro Emilson Roveri (Rede) declarou ter patrimônio de R$ 68,9 mil reais, semelhante a 2016. Cristiane Bezerra (MDB) declarou R$ 137 mil em bens, R$ 8 mil a mais do que em 2016.

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