Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Resumo das Eleições 2018: Doria condenado e Ciro critica cúpula do PT

Ex-prefeito é sentenciado por uso do slogan Cidade Linda; Ciro diz que dirigentes do PT cometem fraude; veja os destaques desta sexta-feira

O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2018 | 17h33

De segunda a sexta, o Estado publicará resumos com as principais notícias sobre as campanhas e o dia dos candidatos nas eleições 2018.

Confira abaixo os destaques desta sexta-feira, 24:

Juíza condena Doria e suspende direitos políticos

A juíza Carolina Martins Clemencio Duprat Cardoso, da 11.ª Vara da Fazenda Pública da Capital, condenou o ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do Estado, João Doria (PSDB), por improbidade administrativa e impôs ao tucano a suspensão dos direitos políticos por quatro anos. Doria foi sentenciado por usar o slogan Cidade Linda para 'promoção pessoal'. Leia a sentança aqui. Em nota, Doria afirmou que a decisão não "interrompe" sua campanha. Ele disse que irá recorrer. "É importante ressaltar que uma ação popular anterior, com as mesmas alegações, foi analisada pela Justiça e não acatada. A publicidade do Programa Cidade Linda, portanto, foi considerada correta", afirma. 

Ciro: 'PT agita candidatura de Lula para explorar a boa fé do povo'

Em Palmas (TO), onde cumpre agenda de campanha, o candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta sexta-feira que a cúpula do PT "explora a boa fé  do povo" com a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato. "A cúpula do PT agita a candidatura do Lula para explorar a boa fé do povo”, afirmou, alegando que o ex-presidente, cedo ou tarde, será considerado inelegível. “O que a cúpula do PT está fazendo é uma espécie de fraude”, disse a jornalistas. Ciro, no entanto, não criticou diretamente o ex-presidente.

Desempenho de Lula nas pesquisas parece ‘apologia ao crime’, diz Alvaro Dias

O candidato à Presidência do Podemos, Alvaro Dias, declarou que os índices do candidato petista à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas eleitorais se parecem com “apologia ao crime”. A afirmação foi feita nesta sexta-feira, em frente à sede da Polícia Federal, onde o petista está preso deste 7 de abril.  “Ele não é um preso político, mas um político preso, esse já seria motivo para rejeição alta e absoluta. Esses índices até se parecem com apologia ao crime e revelam a indiferença da vítima diante do seu algoz". Dias esteve reunido pela manhã com dirigentes da PF um pouco antes da senadora e presidente do PT Gleisi Hoffmann visitar Lula. 

Paulo Guedes rechaça ser 'superministro' de Bolsonaro

Em entrevista ao programa Central das Eleições, da GloboNews, na noite de quinta-feira, 23, o economista Paulo Guedes, um dos principais nomes da equipe do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), descartou a possibilidade de ser um superministro em um eventual governo do candidato. "Não existe 'posto Ipiranga', salvador da Pátria. Isso é uma construção coletiva", afirmou, em referência à maneira como Bolsonaro o chama em publicamente. Paulo Guedes é o responsável por formular o programa econômico do candidato do PSL.

BR18: Bolsonaro faltará à sabatina do ‘Estadão’

O presidenciável Jair Bolsonaro não comparecerá à sabatina Estadão/FAAP prevista para o próximo dia 3 de setembro. Gustavo Bebianno, presidente do PSL, advogado e um dos coordenadores da campanha, respondeu nesta sexta-feira ao convite oficializado em 20 de junho.  Ele afirmou que o deputado “não poderá participar, em função de sua agenda”.

João Amoêdo vai para a rua em busca de 'indecisos'

O candidato à Presidência do Partido Novo, João Amoêdo, caminhou com apoiadores na zona oeste de São Paulo e interagiu com pedestres e comerciantes. "É o João Amoedo? Eu quero ver a moeda do Brasil crescer", gritou um homem que passava pelo local e arrancou risadas dos participantes. A ausência de João Amoêdo nos debates entre candidatos à Presidência foi muito criticada. Ao final do evento, Amoêdo afirmou ao Estado que eventos como esse são positivos para tornar o partido mais conhecido. "A nossa dificuldade sempre foi divulgação. A aceitação das nossas ideias sempre foi alta e, agora, com essa exposição, muita gente vai vir para o Novo", afirmou. Já em entrevista ao blog do Estado, Eleição+Educação, Amoêdo defendeu ProUni da pré-escola ao ensino médio

Sob pressão, Alckmin revê estratégia nas redes sociais para eleição

Reportagem do Estado publicada no jornal desta sexta-feira revela que a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) trocou o coordenador de mídias sociais, área considerada chave por causa da forte presença de Bolsonaro. Responsável pela área digital, o publicitário Marcelo Vitorino foi retirado do cargo. Tucanos e aliados admitem reservadamente que a campanha ainda não encontrou uma narrativa nas redes sociais para “desconstruir” o candidato do PSL e alavancar Alckmin.

 

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