Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

PSDB: Aglutinação de partidos é aposta de Alckmin para ganhar tempo de tv e ter mais votos

Segundo o Datafolha, o ex-governador aparece na quinta colocação na análise para o primeiro turno, com 6% das intenções de voto

Nayara Figueiredo, O Estado de S.Paulo

10 Junho 2018 | 21h43

São Paulo - Para crescer durante a campanha rumo à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) deve intensificar os trabalhos em busca da aglutinação de partidos que lhe gere mais tempo de TV e, assim, diminuir a pulverização entre os eleitores do centro. O coordenador do programa de governo do tucano e cientista político, Luiz Felipe D'Ávila, disse ao Broadcast que o resultado da pesquisa Datafolha, divulgado nesta madrugada, foi recebido pelo partido com otimismo e que "Alckmin é o líder inconteste no centro".

Segundo o Datafolha, o ex-governador aparece na quinta colocação na análise para o primeiro turno, com 6% das intenções de voto no cenário que contempla o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sobe para 7% caso o petista fique de fora da corrida eleitoral. Em um eventual segundo turno sem Lula, Alckmin empata tecnicamente com Ciro Gomes (PDT) ou com Jair Bolsonaro (PSL) e ganha somente de Fernando Haddad (PT) caso o ex-prefeito da capital paulista seja o substituto de Lula. Apesar destes números, o coordenador espera por um segundo turno tradicional, entre PT e PSDB.

"Ficamos muito contentes com o resultado. Vamos trabalhar firme nos próximos 30 dias porque temos chance de aglutinar mais partidos e podemos ir com maior robustez para a campanha oficial. A pesquisa mostra que estamos no caminho certo", avalia D'Ávila. Segundo o especialista, a atual pulverização do centro é o que tem impedido o crescimento dos candidatos. "Outro destaque importante é a queda de 3 pontos porcentuais no nível de rejeição à Alckmin", cita o coordenador. De acordo com o Datafolha, 27% dos eleitores rejeitam o tucano. A liderança entre os rejeitados pertence a Fernando Collor (PTC), seguido por Lula e Bolsonaro.

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Quanto aos eleitores indecisos, que também estarão entre os objetivos do PSDB durante a campanha, D'Ávila acredita que o nível de brancos e nulos tende a cair "quando a eleição entrar no radar das pessoas", ou seja, quando a campanha começar, de fato.

A nova pesquisa Datafolha, realizada nos dias 6 (quarta-feira) e 7 (quinta-feira), teve como base 2.824 entrevistas em 174 municípios em todos os Estados do País, incluindo Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-05110/2018.

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Contatados, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o pré-candidato Ciro Gomes não quiseram se pronunciar. A redação ainda aguarda a resposta da pré-candidata Marina Silva. Jair Bolsonaro e o Partido dos Trabalhadores divulgaram nota.

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