Fernando Bizerra Jr/EFE
Fernando Bizerra Jr/EFE

Haddad promete ir à Justiça por suposta disseminação paga de mensagens contra o PT

'Em qualquer lugar do mundo, isso poderia encerrar até com a impugnação da candidatura com o chamada do terceiro colocada para disputar o segundo turno', disse o petista

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2018 | 13h15

Após vir à tona a informação de que empresas estariam bancando a disseminação de mensagens contra o PT nas redes sociais, o candidato à Presidência do partido nas eleições 2018Fernando Haddad, afirmou, em coletiva de imprensa, que vai acionar todos os mecanismos judiciais para que a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) e os empresários supostamente envolvidos sejam punidos.

Sem citar nomes, o petista disse que "em qualquer lugar do mundo, isso seria um escândalo de proporções avassaladoras, poderia encerrar até com a impugnação da candidatura com a chamada do terceiro colocada para disputar o segundo turno". O terceiro lugar no primeiro turno da eleição presidencial foi Ciro Gomes (PDT). O partido de Ciro também anunciou nesta quinta-feira que prepara uma ação. Vai pedir o cancelamento ou a nulidade do primeiro turno. O articulador político da campanha de Haddad, Jaques Wagner,  defendeu, no entanto, esperar eventuais investigações. "É melhor aguardar uma investigação para falar em anular a eleição". 

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta quinta-feira, 18, informa que empresas teriam bancado, com contratos de R$ 12 milhões, serviços de disparos de mensagens no WhatsApp contra o partido de Haddad e favorecendo Bolsonaro. Haddad disse que há indícios de outros "milhões de reais" em contratos ainda não identificados.

O petista apontou que o próprio adversário, falando por viva-voz no celular, teria pedido a empresários que financiassem a disseminação de mensagens aos eleitores. Para Haddad, houve crimes de organização criminosa, caixa dois, calúnia, difamação e lavagem de dinheiro. 

Independentemente do resultado eleitoral, Haddad afirmou que sua campanha irá rastrear os responsáveis pela suposta disseminação do conteúdo e pedirá prisão em flagrante ou prisão preventiva dos responsáveis. O petista também afirmou que irá cobrar de Bolsonaro uma reparação por eventuais informações mentirosas feitas contra ele durante o processo eleitoral. "Isso não tem prazo para acabar, vamos até as últimas consequências."

Além de afirmar que vai acionar a Justiça contra a onda de mensagens supostamente financiadas por empresas contra sua campanha, o candidato do PT cobrou que o WhatsApp tome providências. "O Whatsapp pode ajudar se quiser, pode fingir que não é com ele, mas pode ajudar se quiser. Se essa empresa tiver algum compromisso com valores, vai tomar providências e procurar evitar o que aconteceu no final do primeiro turno", disse. Haddad declarou ainda não saber se o Brasil está "preparado" para encarar o que representa Jair Bolsonaro (PSL), seu adversário no segundo turno, para o País.


 

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