PABLO VALADARES/AE
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PDT quer cancelar eleições após denúncia de financiamento de campanha contra PT no WhatsApp

Advogados do partido devem endereçar a solicitação TSE; PT também entra com representação contra fake news

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2018 | 14h30

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta quinta-feira, 18,  que o partido está preparando uma peça jurídica com a qual irá pedir o cancelamento ou a nulidade das eleições presidenciais de 2018. As justificativas são as denúncias de que empresas financiaram uma campanha contra o PT, de Fernando Haddad, pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, publicada hoje pela Folha de S. Paulo. O PSOL, por meio do deputado federal Jean Willys, também fez um requerimento ao MP para investigar o caso. 

Os argumentos do pedido ainda estão sendo preparados pelos advogados da legenda, que devem endereçar a solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta quinta-feira, informa que empresas bancaram, com contratos de R$ 12 milhões, serviços de disparos de mensagens no WhatsApp contra os petistas, favorecendo Jair Bolsonaro (PSL). 

PT pede cassação de registro por disseminação de fake news

Em outra ação, o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) ingressou na quarta-feira, 17, com uma representação no Ministério Público Eleitoral solicitando a cassação do registro da candidatura de Bolsonaro. Segundo ele, a disseminação da notícia falsa sobre o "kit gaY" afetou a candidatura petista, que o TSE mandou retirar. 

"É uma fake news que ele propagou no Jornal Nacional e que mesmo o TSE julgando ilegal, pedindo pra retirar as peças, está tão disseminada que sua influência no resultado da eleição no primeiro e no segundo turno tem sido nefastos. Grande parte do eleitorado ainda acredita que foi verdade, e foi o próprio candidato que disseminou de forma deliberada, gerando incontornável efeito eleitoral", disse Solla.

Na representação, o parlamentar citou declaração recente do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, que afirmou que "o Código Eleitoral brasileiro prevê a anulação de uma eleição caso seu resultado tenha sido influenciado pela disseminação de notícias falsas". 

 

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