Calyton Cristus/Assembleia Legislativa Tocantins
Calyton Cristus/Assembleia Legislativa Tocantins

Governador interino, Carlesse vence eleição suplementar no Tocantins

Número de eleitores que se ausentaram no segundo turno realizado neste domingo, 24, chegou a 355.032; houve 17.209 votos brancos e 155.627 nulos

Célia Bretas Tahan, especial para, O Estado de S.Paulo

24 Junho 2018 | 18h13

PALMAS - O governador interino e presidente da Assembleia do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), foi eleito neste domingo, 24, governador do Estado no segundo turno das eleições suplementares. Com 100% das urnas apuradas, Carlesse obteve 368.553 votos (75,14% dos votos válidos), contra 121.908 votos (24,86% dos votos válidos) do segundo colocado, Vicentinho Alves (PR). 

++ Perguntas e respostas: Por que o Tocantins teve uma eleição suplementar?

No primeiro turno, realizado no dia 3 de junho, Carlesse e Alves somaram juntos 302 mil votos e a abstenção superou 305 mil. No segundo turno foram 355.032 eleitores ausentes, 17.209 votos brancos e 155.627 nulos, contra pouco mais de 490 mil votos para o governador eleito e Vicentinho. 

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), 13 urnas precisaram ser trocadas em todo o Estado e não houve nenhuma ocorrência de crime eleitoral.

O governador eleito fica no cargo até 31 de dezembro, quando assumirá o escolhido em 7 de outubro. 

A eleição suplementar no Tocantins foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois que a corte cassou o governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice Claudia Lelis (PV), por uso de caixa dois no pleito de 2014. De acordo com a minireforma eleitoral de 2015, no impedimento de titular e vice do Executivo estadual ou municipal, até seis meses antes do término do mandado, é realizada nova eleição direta. 

Já por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 8 de março deste ano, cabe ao TSE determinar novas eleições, mesmo antes de esgotados todos os recursos. Anteriormente, o governador ou prefeito cassado podia permanecer no cargo, até o trânsito em julgado de todo o processo.

No caso de Miranda, a cassação, com efeito imediato, ocorreu em 22 de março. Em 6 de abril, ele voltou ao governo, amparado por liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF. Menos de duas semanas depois, em 19 de abril, teve de deixar o cargo novamente, quando o TSE rejeitou os embargos de declaração interpostos por sua defesa.  Ele recorreu outra vez ao STF e, em 16 de maio, Gilmar Mendes negou a liminar, mantendo a cassação.

O ex-governador já havia sido cassado em 2009, por abuso de poder econômico e político na eleição de 2006. Em 2010, candidatou-se ao Senado. Eleito, não pôde tomar posse, por estar inelegível. Na época, assumiu o mandato de senador Vicentinho Alves (PR), que, agora, concorreu ao mandato tampão de governador do Tocantins. 

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