Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

‘Estado’ faz debate com presidenciáveis

Encontro será promovido neste domingo pelo 'Estado’, TV Gazeta, Jovem Pan e Twitter; atentado contra Bolsonaro deve alterar estratégias de candidatos

O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2018 | 18h05

O atentado contra Jair Bolsonaro (PSL) deverá mudar as estratégias dos demais candidatos para o terceiro debate entre os presidenciáveis nas eleições 2018, que será transmitido neste domingo, 9, pelo Estado, rádio Eldorado, TV Gazeta, rádio Jovem Pan e Twitter. Realizado na sede da emissora, na Avenida Paulista, em São Paulo, o encontro terá início às 18 horas. Você pode acompanhar a cobertura minuto a minuto do Estadão, que já está no ar. 

Líder nas pesquisas e internado no Hospital Albert Einstein, na zona sul da capital, Bolsonaro não vai participar do debate. O ataque sofrido pelo candidato pode fazer com que o tom hostil que vinha norteando a campanha seja deixado de lado. Os rivais devem evitar ataques diretos ao presidenciável do PSL e ser cautelosos ao abordar o episódio do atentado. 

Participarão do debate Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL). Após ter confirmado presença, Cabo Daciolo (Patriota) anunciou que não comparecerá ao debate.

Fernando Haddad (PT) não vai participar do evento porque, oficialmente, ele ainda é candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, cujo registro foi indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na semana passada. O PT tem até terça-feira, 11, para trocar de candidato e, até o momento, Haddad é o nome mais provável para o lugar de Lula, condenado e preso na Lava Jato.

O encontro será mediado pela jornalista Maria Lydia Flandoli e terá cinco blocos. No primeiro, os candidatos terão de responder a perguntas de outros candidatos – todos deverão perguntar e todos deverão responder, em ordem definida previamente por sorteio. Além da pergunta, os candidatos terão direito a resposta, réplica e tréplica. 

No segundo bloco, os candidatos vão responder a perguntas formuladas por jornalistas que, ao questionarem, indicarão outro candidato para comentar o mesmo tema da pergunta inicial. O terceiro bloco será igual ao primeiro, com alteração apenas na ordem de os candidatos fazerem perguntas.

O quarto bloco ficará reservado para as perguntas enviadas para os candidatos pelo Twitter sobre saúde, segurança, educação, corrupção e economia. Um jornalista fará o questionamento ao presidenciável, que terá de escolher um adversário para comentar sua resposta, antes de fazer sua tréplica.

Na quinta e última parte, os candidatos deverão fazer as considerações finais – cada um terá 45 segundos para deixar sua última mensagem ao eleitor. 

No debate, candidatos devem defender pacificação do País 

No debate, os candidatos ao Palácio do Planalto deverão optar por falar em união e pacificação do País, com discursos de que a violência não combina com o debate político e com a democracia. 

Os participantes já trabalhavam com uma eventual ausência de Bolsonaro no debate. Após o atentado em Juiz de Fora (MG), as referências ao deputado e, principalmente, as críticas mais pesadas, deverão ser evitadas pelos adversários.

Devem se abrir duas oportunidades, segundo coordenadores e assessores de campanha ouvidos pelo Estado. A primeira é a de um debate mais focado em propostas. A outra é uma disputa entre Ciro Gomes e Marina pelo protagonismo no campo da centro-esquerda. Com discursos mais moderados, ambos têm tentado demonstrar as diferenças entre eles e o PT.

A diretora executiva do Ibope, Márcia Cavallari, afirmou ao Estado que as intenções de voto de Bolsonaro estão consolidadas e que deverá ser muito difícil reverter esse cenário até o dia da eleição.

De acordo com dados da mais recente pesquisa Ibope, 77% das pessoas que declararam voto no candidato a presidente do PSL na pesquisa estimulada já tinham citado antes, de forma espontânea, o nome do capitão reformado. “É um fenômeno. É muito difícil reverter esse voto”, disse a diretora executiva do Ibope. “Mas não sabemos o que vai acontecer com as pessoas depois desse fato (o ataque à faca sofrido pelo presidenciável do PSL em Juiz de Fora na quinta-feira passada).” 

SERVIÇO

DEBATE ESTADO/TV GAZETA/JOVEM PAN/TWITTER

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