REUTERS/Leonardo Benassatto
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Bolsonaro deixa o Hospital Albert Einstein e recebe vaias e aplausos em voo para o Rio

O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018 passou 22 dias hospitalizado em São Paulo

Felipe Frazão, Francisco Carlos de Assis e Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2018 | 13h54

O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, deixou o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, neste sábado, 29, após 22 dias internado. De acordo com informações da instituição, ele recebeu alta por volta das 10h, almoçou no local e saiu pela lateral sem falar com a imprensa ou simpatizantes que aguardavam do lado de fora.

Em seguida, Bolsonaro se dirigiu ao aeroporto de Congonhas (SP), onde pegou um voo com destino ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O presidenciável foi aplaudido e vaiado ao embarcar na aeronave às 15h46, em um voo da Gol. Ele e a família foram os últimos a entrar no avião em São Paulo e os primeiros a descer no Rio. Foram recebidos aos gritos de "ele não" e "ele sim", além de “mito” e “fascista”. “Um casal que estava do meu lado se recusou a viajar no mesmo voo e saiu do avião”, contou a passageira Thais Canella, que estava no voo. Segunda ela, a confusão fez com que a partida atrasasse 15 minutos.

Ao pousar às 16h40 no Rio, o candidato pegou um carro na pista do aeroporto e seguiu para casa, na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade. Aos gritos de "o capitão voltou" um grupo de eleitores esperava por Bolsonaro na porta do condomínio onde ele mora. O oficial da reserva do Exército chegou em casa por volta das 17h40.

O candidato, que entrou no condomínio sem falar com ninguém, foi recepcionado por um pequeno grupo com bandeiras de apoio e usando roupas verdes e amarelas. Até duas horas depois da chegada de Bolsonaro, ainda havia pessoas na porta. “Meu voto é contra o PT, contra a corrupção " , disse o empresário Flávio Santiago, de 49 anos.

O Hino Nacional e a versão de "Baile de Favela ", em que os apoiadores do ex-capitão comparam feministas a cadelas, eram as músicas mais tocadas.  Em dia das manifestações contra Bolsonaro, com o lema #elenão, a estudante de nutrição Kenya Conz, de 30 anos, e a filha Maria Eduarda, de 6, exibiam camisetas com a frase #elesim. "Eu não acho que ele seja machista", disse Kenya. "Acho que ele é autêntico e diz as verdades. Voto nele pelo futuro da minha filha."

Ainda neste sábado, 29, o presidenciável recebeu a visita do candidato do partido ao SenadoMajor Olímpio. Segundo eleBolsonaro deve respeitar as recomendações médicas e fazer campanha nas ruas já nos próximos dias. Disse, ainda, que o desejo do presidenciável é de participar do último debate antes do primeiro turno, que ocorre na quinta-feira, 4, organizado pela Rede Globo.

O presidente do partido de Bolsonaro, Gustavo Bebianno, contrariou Olímpio e disse que o candidato não fará campanha nas ruas, com atuação apenas na internet.

Jair Bolsonaro foi alvo de um ataque a faca durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG) no dia 6 de setembro.

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