Voo de Bolsonaro é tomado por tumulto, vaias e aplausos

Aos gritos de "ele não" e "ele sim", presidenciável do PSL viajou cercado de policiais no voo de São Paulo ao Rio, após alta do hospital

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2018 | 18h15

RIO - O voo comercial do presidenciável nas eleições 2018 Jair Bolsonaro (PSL) de São Paulo ao Rio de Janeiro, na tarde deste sábado, 29, foi tomado por tumulto, vaias e aplausos. Duas pessoas se retiraram do voo, uma por achar que o avião não teria segurança, citando a morte do candidato à presidência em 2014, Eduardo Campos, e outra por não gostar do candidato. O voo atrasou 20 minutos por conta da presença de Bolsonaro. Segundo passageiros que estavam no voo, ele foi o último a entrar no avião da companhia Gol e o primeiro a sair. Carros da Polícia Federal buscaram o candidato ainda na pista de desembarque do aeroporto.

Segundo os assessores de Bolsonaro e outros passageiros, as manifestações de apoio ao candidato do PSL foram predominantes. Eles também afirmaram que não houve tumulto. Antes de Bolsonaro entrar no avião, passageiros se exaltaram ao saber que o presidenciável estava no voo. Alguns vibraram, outros gritaram "ele não", em referência aos protestos contra ele neste sábado. Um dos passageiros chegou a gritar "viva coronel Ustra", em referência ao agente da ditadura acusado de tortura. Alguns pediram calma e outros reclamaram da demora do avião a decolar.

Bolsonaro ficou na primeira cadeira, cercado de policiais. Os agentes também se espalharam pelo avião e bloqueavam quem passava perto da fileira do presidenciável. Os policiais também acompanhavam os passageiros que queriam ir ao banheiro até a porta. Por conta do caos, funcionários da empresa aérea pediam calma a todo momento aos passageiros. Bolsonaro chegou a se virar uma vez e acenou para passageiros. 

Alguns veículos de comunicação acompanharam o voo, outros ouviram da Gol que o voo não teria fila de espera por conta de Bolsonaro. O candidato não quis dar entrevistas. Segundo o presidente do partido, Gustavo Bebianno, Bolsonaro estava um pouco "ofegante". O único filho que acompanhou a comitiva foi o vereador Carlos Bolsonaro.

O candidato do PSL retornou para casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, após 23 dias internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a atentado sofrido com faca durante campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, no último dia 6. Ele passou por uma cirurgia na Santa Casa de Juiz de Fora e um segundo procedimento emergencial em São Paulo. 

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