‘Sucessor’ de Moro no caso Beto Richa mantém prisão de aliados de tucano

‘Sucessor’ de Moro no caso Beto Richa mantém prisão de aliados de tucano

Paulo Sérgio Ribeiro, da 23.ª Vara Federal de Curitiba, herdou casos que estavam sob tutela do juiz da Lava Jato após ordem do Superior Tribunal de Justiça

Julia Affonso

24 de setembro de 2018 | 11h23

Beto Richa. FOTO: Rodolfo Buhrer/REUTERS

O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23.ª Vara Federal de Curitiba, manteve nesta segunda-feira, 24, os decretos de prisão preventiva de Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), e do empresário Jorge Theodocio Atherino, apontado como operador de propinas do tucano. O magistrado herdou os processos envolvendo aliados de Beto Richa após decisão do Superior Tribunal de Justiça.

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No dia 19, a Corte Especial do STJ reafirmou que a 13.ª Vara Federal de Curitiba, sob tutela de Moro, não tem prevenção para processar investigações abertas a partir da delação da Odebrecht contra Richa, que tramitavam na Corte até abril.

Com a decisão, Moro mandou redistribuir a ação penal da Operação Lava Jato e outros processos contra aliados do tucano, candidato ao Senado nas eleições 2018. Os processos estão agora nas mãos do juiz Paulo Sérgio Ribeiro.

“Tendo em vista a fixação da competência para processamento dos feitos conexos ao inquérito policial, inexistindo ilegalidade manifesta, ratifico todos os atos processuais praticados neste procedimento”, decidiu Ribeiro.

“Assim, mantenho, por ora, o decreto de prisão preventiva de Jorge Theodocio Atherino e Deonilson Roldo pelos fundamentos exarados na decisão, os quais ratifico nesta oportunidade.”

Na denúncia, a força-tarefa do Ministério Público Federal apontou ‘pagamento de propinas pela empreiteira Odebrecht para obter favores ilegais relacionados à Parceria Público Privada (PPP) para exploração e duplicação da PR-323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá, durante o ano de 2014, cujo valor era de R$ 7,2 bilhões’.

Richa foi preso por ordem do juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13.ª Vara Criminal de Curitiba, no âmbito da Operação Radiopatrulha, que investiga desvios no Programa Patrulha Rural – contratos de manutenção de estradas rurais. A ação, sob tutela da Justiça Estadual, fez buscas na casa da mãe do ex-governador. Beto Richa foi solto por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

O ex-governador do Paraná também é alvo da Lava Jato. Por ordem de Moro, ele foi alvo de buscas na investigação sobre supostas propinas da Odebrecht.

A reportagem está tentando contato com os citados. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE JORGE THEODOCIO ATHERINO

A defesa informou que ‘está analisando a decisão para tomar as medidas cabíveis’.

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