STJ adia julgamento para suspender investigação de rachadinha

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STJ adia julgamento para suspender investigação de rachadinha

Corte não definiu nova data para analisar requerimento apresentado pelo senador Flávio Bolsonaro; Felix Fischer rejeitou solicitação da defesa

Rafael Moraes Moura/ BRASÍLIA

15 de setembro de 2020 | 07h58

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Gabriela Biló/Estadão

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou o julgamento, previsto para esta terça-feira 15, de um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) para suspender a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro envolvendo um esquema de rachadinhas (devolução de parte do salário de assessores) no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa fluminense. A Corte não definiu nova data para que a solicitação seja apreciada pela Quinta Turma. O caso, que se debruça sobre o período em que o filho do presidente da República exercia o mandato de deputado estadual, foi revelado pelo Estadão.

O pedido da defesa de Flávio Bolsonaro foi rejeitado em abril deste ano pelo relator do caso, ministro Felix Fischer, considerado um dos magistrados mais rigorosos do STJ. Os cinco integrantes da Quinta Turma devem decidir em breve se mantêm ou não o entendimento do relator.

Esta será a primeira vez que o caso Queiroz será julgado pela nova composição da Quinta Turma do STJ, colegiado especializado em matérias penais. O ministro João Otávio de Noronha passou a integrar a Turma desde que deixou o comando do STJ no mês passado, conforme antecipou a Coluna do Estadão. Durante a sua presidência, Noronha atendeu ao governo federal em 87,5% dos casos, segundo levantamento feito pelo Estadão em decisões individuais (monocráticas) tomadas de 1º de janeiro de 2019 a 29 de maio deste ano.

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