PF mira desembargador do Tribunal de Justiça do Rio por corrupção e lavagem de dinheiro

PF mira desembargador do Tribunal de Justiça do Rio por corrupção e lavagem de dinheiro

Endereços ligados a Mário Guimarães Neto são alvo de buscas na manhã desta sexta, 17; ao todo, 12 mandados são cumpridos no Rio de Janeiro e em Petrópolis; as ordens foram expedidas pelo ministro Felix Fischer do Superior Tribunal de Justiça, que também determinou o afastamento do magistrado

Pepita Ortega e Fausto Macedo

17 de abril de 2020 | 10h40

Joia apreendida em casa em Petrópolis durante operação na manhã desta sexta, 17. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta, 17, operação para investigar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo um suposto grupo coordenado pelo desembargador Mário Guimarães Neto do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo a corporação, o grupo atua desde 2008.

Agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro e em Petrópolis. Entre os endereços alvo está o gabinete do desembargador. As ordens foram expedidas pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça.

O ministro também decretou a indisponibilidade dos bens dos investigados e o afastamento do desembargador do TJ-RJ de suas funções públicas.

O nome de Mário Guimarães Neto é citado na delação do ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor) Lélis Teixeira, que afirmou ter participado de negociações que teriam resultado em propinas de até R$ 6 milhões para a mulher do desembargador.

Na época, o magistrado reagiu com indignação à citação ao seu nome e ao de sua mulher. “Nunca conheci pessoalmente o delator, nem tampouco minha esposa, cujo nome, como o meu, foi também injustamente veiculado nessa notícia estapafúrdia”, declarou.

Investigações sobre desembargadores do TJ-RJ

No último dia 9, a PF do Rio desencadeou outra operação também relacionada a magistrado do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador Siro Darlan.

A ação fez parte da Operação Plantão, que investiga um esquema de negociação de medidas liminares que eram deferidas mediante pagamento de propinas. A operação foi deflagrada foi ordem do ministro Luíz Felipe Salomão, do STJ, que determinou ainda o afastamento por 180 de Siro Darlan.

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