PF prende ‘Chiclete’ e mais um por esquema de hackers de Moro e Deltan

PF prende ‘Chiclete’ e mais um por esquema de hackers de Moro e Deltan

Thiago Martins, programador, e Luiz Molição foram detidos nesta quinta, 19, na segunda etapa da operação Spoofing, por suspeita de ligação com grupo que invadiu celulares do ministro da Justiça, do chefe da operação Lava Jato Deltan Dallagnol e de outras mil autoridades

Pepita Ortega e Fausto Macedo / SÃO PAULO e Breno Pires e Patrik Camporez / BRASÍLIA

19 de setembro de 2019 | 10h49

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 19, a segunda fase da Operação Spoofing, que investiga a invasão de celulares pelo menos 1.000 pessoas, entre elas autoridades como o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça Sérgio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato, inclusive Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa. Foram presos o programador de computadores Thiago Martins, o ‘Chiclete’, e Luiz Molição.

‘Chiclete’ se encontrou com Walter Delgatti Neto, o Vermelho, em Brasília. Ele já esteve envolvido em um episódio de compra de uma Land Rover com Tulio Guerreiro, ex-jogador de futebol do Botafogo e do Corinthians – a transação não se concluiu.

Cerca de 30 policiais federais participaram das ações realizando ainda buscas em quatro imóveis ligados aos investigados. As ordens foram cumpridas em São Paulo, Sertãozinho e Brasília.

O programador já está detido numa carceragem da PF em Brasília e Molição, preso em Sertãozinho, no interior de São Paulo, deve ser transferido ainda hoje, de avião, para Brasília. Ainda não há previsão de quando os dois serão ouvidos.

A primeira etapa prendeu quatro investigados, entre eles Walter Delgatti Neto, o ‘Vermelho’ que confessou o hackeamento e o repasse das informações para o portal The Intercept, que tem divulgado diálogos atribuídos ao ex-juiz da Lava Jato e aos procuradores.  O hacker disse que não cobrou contrapartidas financeiras para repassar os dados.

Além de ‘Vermelho’, descrito como líder do grupo, a primeira fase da operação prendeu no dia 23 de julho Gustavo Henrique Santos, o DJ de Araraquara, sua mulher, Suellen Priscila de Oliveira e Danilo Cristiano Marques.

A PF tem focado em desvendar se houve pagamento para a obtenção e compartilhamento de mensagens por parte dos hackers. No fim de agosto, novas medidas foram pedidas relacionadas à apuração de fraudes bancárias.

 

 

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