Pezão chega à prisão da PM, em Niterói, onde ficará em sala de Estado-Maior

Pezão chega à prisão da PM, em Niterói, onde ficará em sala de Estado-Maior

Governador foi preso pela Operação de Boca Lobo nesta quinta, 29, por mensalão de R$ 150 mil e propina de R$ 39 milhões, informa a repórter Constança Rezende

Constança Rezende/RIO

29 Novembro 2018 | 17h10

O governador Luiz Fernando Pezão na Unidade Prisional da PM, em Niterói. Foto: Fábio Motta / Estadão

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), chegou por volta das 16h10 desta quinta-feira, 29, à Unidade Prisional da Polícia Militar, no Fonseca, em Niterói. Ele foi detido pela manhã na Operação Boca de Lobo e deve permanecer preso no local. Antes de chegar a Niterói, Pezão chegou a ser levado à cadeia José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio, onde passou por uma triagem.

Pezão foi preso no Palácio Laranjeiras, na zona sul do Rio, e de lá foi levado para a sede da Polícia Federal, onde prestou depoimento. Em Niterói, o governador do Rio ficará em uma sala de Estado-Maior, por prerrogativa do cargo público que ocupa. O local não tem características de uma cela.

O governador foi preso acusado de receber uma mesada de R$ 150 mil e um décimo terceiro da propina durante o período em que era vice-governador do Estado. O esquema também teria continuado após a saída do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (MDB), do governo, acusam a PF e o MPF.

Segundo os investigadores, Pezão teria assumido a posição de comando da organização após a prisão de Cabral.

COM A PALAVRA, O GOVERNO DO RIO

O Governo do Estado do Rio de Janeiro informa que, de acordo com o artigo 140 da Constituição estadual, a chefia do Poder Executivo passa a ser exercida, a partir desta quinta-feira (29/11), pelo vice-governador Francisco Dornelles.

O governador em exercício afirma que o Governo do Estado do Rio de Janeiro manterá todas as ações previstas no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e dará prosseguimento aos trabalhos de transição de governo, reiterando o seu maior interesse na manutenção do bom relacionamento com os demais Poderes do Estado.