‘Nem sempre a vítima é a parte mais fraca da relação’, diz Bretas sobre Najila e Neymar

‘Nem sempre a vítima é a parte mais fraca da relação’, diz Bretas sobre Najila e Neymar

Juiz federal da 7.ª Vara do Rio compartilhou no Twitter post do deputado Carlos Jordy (PSL/RJ) e alerta que 'suspeitas de fraude e abusos de direito pela parte "mais vulnerável" devem ser apuradas com rigor'

Pepita Ortega

06 de junho de 2019 | 16h12

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O juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara do Rio, fez um comentário em seu perfil no Twitter nesta quinta, 6, sobre o caso em que Neymar é acusado de estupro pela modelo Najila Trindade Mendes de Souza. O magistrado compartilhou um tuíte do deputado federal Carlos Jordy (PSL/RJ), que apresenta vídeo de Najila e do atacante, e descreveu a situação como ‘preocupante’. Ele afirmou que ‘suspeitas de fraude e abusos de direito pela parte “mais vulnerável” devem ser apuradas com rigor’.

Bretas indica que as supostas fraudes podem deslegitimar situações de efetiva vulnerabilidade. ‘Nem sempre a vítima é a parte mais fraca da relação’, diz o magistrado.

O post de Jordy na rede social diz que com a acusação de estupro, Najila fez com que Neymar tivesse ‘sua vida destroçada, perdendo contratações e patrocínios’.

O parlamentar afirma ainda que a mulher ganhou ‘seus minutinhos de fama’ e que o vídeo que circula nas redes sociais não ‘mostra nada além de uma agressão dela contra ele’.

Jordy chegou a comentar o post de Bretas, indicando que protocolou um Projeto de Lei que ‘agrava a pena de denunciação caluniosa nos casos de crimes contra a dignidade sexual.

Segundo o deputado, se o PL 3369/19 for aprovado, ‘pessoas que fizerem acusações mentirosas como essas poderão ter a pena aumentada em até 1/3’.

Outros usuários da rede social comentaram a publicação com imagens de outra anotação, feita no Twitter em 2 de abril, no qual o juiz federal transcreve o Artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional.

O trecho destacado afirma que ‘é vedado ao magistrado manifestar opinião sobre processo pendente de julgamento’.

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