Cotado para PGR, Augusto Aras se reúne mais uma vez com Bolsonaro fora da agenda

Cotado para PGR, Augusto Aras se reúne mais uma vez com Bolsonaro fora da agenda

A reunião ocorre em momento decisivo para a definição de quem vai comandar a Procuradoria-geral da República nos próximos dois anos

Julia Lindner, Rafael Moraes Moura e Breno Pires/BRASÍLIA

02 de agosto de 2019 | 21h44

Dr. Augusto Aras durante Seminário Poder Judiciário e Eleições. Brasília-DF, 05/12/2017 Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Brasília, 02/08/2019 – O subprocurador geral da República Augusto Aras se reuniu pela terceira vez com o presidente Jair Bolsonaro na noite desta sexta-feira, 2, no Palácio da Alvorada. O encontro não consta na agenda oficial do presidente. O ex-deputado Alberto Fraga também participou do encontro.

A reunião ocorre em momento decisivo para a definição de quem vai comandar a Procuradoria-geral da República nos próximos dois anos. Bolsonaro afirmou que vai indicar o novo PGR até 17 de agosto.

Segundo uma pessoa próxima ao presidente, ele busca um nome alinhado aos seus posicionamentos e que “não atrapalhe o progresso do Brasil”. Também existe a avaliação de que a lista tríplice dos procuradoresestá “descartada” por Bolsonaro.

Além de Aras, a atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também corre por fora da lista tríplice e é cotada para ser reconduzida ao cargo. Dodge tem o apoio de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Procurado, Augusto Aras não quis se manifestar. Em entrevista ao Estadão/Broadcast publicada em maio, o subprocurador defendeu uma “disruptura” no Ministério Público para a instituição “retomar os trilhos” da Constituição e superar o aparelhamento em seus órgãos.

Sobre o governo de Jair Bolsonaro, que possui mais ministros com formação militar no primeiro escalão do que o governo do general Castelo Branco (1964-1967), Aras ressaltou que a “democracia feita por militares e com caráter de democracia se manifestou em toda a história conhecida”, como na Grécia e no próprio Brasil.

“Historicamente na Grécia a democracia era militar. A exemplo da história americana, no Brasil os primeiros dois presidentes, marechal Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, eram militares. A disruptura é uma transformação e nessa transformação a democracia militar é uma opção democrática”, frisou.

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