Após uma semana em prisão domiciliar, Márcia coloca tornozeleira eletrônica

Após uma semana em prisão domiciliar, Márcia coloca tornozeleira eletrônica

Mulher de Queiroz estava foragida antes da decisão favorável ao casal no Superior Tribunal de Justiça

Caio Sartori e Wilton Júnior/RIO

17 de julho de 2020 | 10h43

Márcia Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, chegou por volta das 10h desta sexta-feira (17) à Central de Monitoramento do Estado do Rio. Foto: Wilton Junior/Estadão

A mulher de Fabrício Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, colocou na manhã desta sexta-feira, 17, a tornozeleira eletrônica que vai monitorar sua prisão domiciliar. Há uma semana em casa, ela demorou a colocar o equipamento porque estava foragida até a semana passada e precisou aguardar etapas burocráticas da Justiça.

Márcia passou cerca de 25 minutos na central da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) em que a tornozeleira é inserida, no Centro do Rio. Usava máscara e óculos escuros.

A intimação que lhe deu 24 horas para colocar o instrumento de fiscalização saiu ontem do Tribunal de Justiça do Rio. Antes, na terça-feira, o Judiciário já havia expedido o mandado de prisão domiciliar, com base na decisão do Superior Tribunal de Justiça que concedeu ao casal o direito de ficar em casa.

Assim como Queiroz, Márcia é acusada de tentar fugir das investigações sobre as “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio. Ela é uma das funcionárias tidas como “fantasmas”, que repassavam parte dos salários para o parlamentar. Seu marido seria o operador do esquema. Ambos foram alvo de prisão preventiva no dia 18 de junho deste ano. Márcia fugiu, mas Queiroz chegou a ser detido.

No início deste mês, o Estadão revelou mensagens inéditas contidas no celular de Márcia que mostravam como a família de Queiroz lidava com Frederick Wassef, ex-advogado de Flávio que escondeu o ex-assessor em Atibaia. O jornal também noticiou a existência de uma espécie de caderneta-guia com orientações de Queiroz a Márcia caso ele fosse preso – havia nela, por exemplo, contatos da família Bolsonaro.

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