Governo português descartou relação entre morte de mulher e vacina contra covid-19
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Governo português descartou relação entre morte de mulher e vacina contra covid-19

Familiares também disseram que Sonia Acevedo não apresentou efeitos colaterais indesejáveis após receber imunizante da Pfizer/BioNTech

Gabi Coelho, especial para o Estadão

07 de janeiro de 2021 | 17h20

A vacina Pfizer/BioNTech contra covid-19 não foi a causa da morte de uma mulher em Portugal, informou o governo do país europeu. No dia 1º de janeiro, uma assistente operacional do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto morreu, dois dias após ser vacinada. Esse caso tem sido compartilhado no WhatsApp e nas redes sociais em um movimento para desacreditar a segurança das vacinas. Ao Estadão Verifica, o hospital esclareceu que os resultados preliminares da autópsia indicaram que a causa da morte não está associada ao imunizante.

Enfermeira durante vacinação contra covid-19 em São José das Matas, Portugal. Foto: EFE/EPA/PAULO CUNHA

Enfermeira durante vacinação contra covid-19 em São José das Matas, Portugal. Foto: EFE/EPA/PAULO CUNHA

O IPO do Porto informou que Sonia Acevedo, de 41 anos, recebeu a vacina anti-SARS-CoV-2 no dia 30 de dezembro de 2020 e não relatou efeitos colaterais indesejáveis. Ao jornal português Correio da Manhã, seu pai Abilio Acevedo, confirmou que ela estava bem, não teve nenhum problema de saúde e não apresentou sintomas após a vacinação. 

Sonia está entre os 538 trabalhadores do instituto que receberam a vacina Pfizer-BioNTech. Em nota, o IPO do Porto lamentou a morte da assistente operacional.

A vacinação para profissionais da saúde em Portugal iniciou-se no dia 27 de dezembro. No início de 2021 idosos que vivem em casas de repouso receberam as primeiras vacinas. Portugal é um dos países da Europa que tem implementado o plano vacinal mais rapidamente. Cerca de 32 mil imunizantes foram administrados em 10 dias.

Uma campanha nas redes sociais busca desacreditar a segurança das vacinas contra covid-19 aprovadas por órgãos sanitários de diversos países. Em dezembro, postagens tiraram de contexto as circunstâncias de óbitos registrados ainda na fase de testes do imunizante Pfizer/BioNTech. Seis voluntários morreram, mas quatro tinham tomado placebo. A agência dos Estados Unidos que regula medicamentos e alimentos, Food and Drug Administration (FDA), descartou relação entre as outras duas mortes e o imunizante.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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