Foto de grupo queimando bandeira brasileira é de 2016, e não de protesto de torcidas organizadas
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Foto de grupo queimando bandeira brasileira é de 2016, e não de protesto de torcidas organizadas

Imagem de manifestação do Movimento Passe Livre foi tirada de contexto nas redes sociais

Alessandra Monnerat

01 de junho de 2020 | 17h14

A foto de um grupo de jovens mascarados em torno de uma bandeira brasileira em chamas foi tirada em 2016, e não durante a manifestação na Avenida Paulista deste domingo, 31. Diversas publicações nas redes sociais associaram a imagem ao ato organizado por torcidas de time de futebol denominadas pró-democracia e antifascismo. Na verdade, o registro é de um protesto do Movimento Passe Livre em São Paulo, que naquela época reivindicava a gratuidade de tarifas do transporte público.

Foto: Reprodução/Facebook

A foto foi publicada em 25 de janeiro de 2016 na coluna de opinião do jornalista Reinaldo Azevedo na Jovem Pan; e em 22 de janeiro de 2016 no site Straits Times, de Cingapura. No site da Jovem Pan, a legenda afirma que o grupo retratado é de black blocs. É possível encontrar esses registros por meio da ferramenta de busca reversa de imagens do Google.

Ao Estadão, as torcidas organizadas que se reuniram na manifestação deste domingo declararam que a mobilização tem como tema a defesa da democracia, a luta contra o fascismo e críticas ao governo federal. O grupo planeja novos protestos contra o presidente Jair Bolsonaro.

Os participantes afirmam que a mobilização não tem um líder, mas entre as organizações envolvidas estão a Associação Nacional das Torcidas Organizadas do Brasil (Anatorg) e parte da Gaviões da Fiel.

E-Farsas também verificou esta imagem.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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