É falso que PF do Amazonas tenha desenterrado caixões cheios de pedras
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

É falso que PF do Amazonas tenha desenterrado caixões cheios de pedras

Boatos que tentam minimizar número de mortes por coronavírus têm viralizado nas redes sociais

Alessandra Monnerat

12 de maio de 2020 | 14h50

É falso que a Polícia Federal tenha desenterrado 26 caixões cheios de pedras no Amazonas. A informação falsa, divulgada em post com mais de 6 mil compartilhamentos no Facebook, foi desmentida pela PF. Delegado da Superintendência Regional no Estado, Leandro Almada da Costa disse que “a PF no Amazonas jamais realizou diligências nas condições descritas”.

A assessoria de comunicação da instituição acrescentou ainda que “qualquer informação que se circule nas redes sociais em nome da Polícia Federal que não tenha partido de nossos canais oficiais é de total responsabilidade de quem a divulgou”. Todas as operações da PF são divulgadas em seu site oficial.

Em meio à pandemia do coronavírus, várias publicações nas redes sociais tentam minimizar a gravidade da situação no Brasil, especialmente no Amazonas. O Estadão Verifica já desmentiu dois boatos relacionados a caixões vazios no Estado: um que mostrava uma foto de um caixão com um travesseiro e outro que inventava uma matéria da TV Band sobre o assunto.

O Amazonas tem a maior taxa de mortalidade da covid-19 no País: são 25 óbitos a cada 1 milhão de habitantes, de acordo com o Ministério da Saúde. Nesta terça-feira, 12, somava 1.035 mortes pelo novo coronavírus.

Reprodução/Facebook

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: