Ministérios se blindam para escapar de degola

Ministérios se blindam para escapar de degola

Coluna do Estadão

29 Agosto 2018 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Na linha de tiro dos presidenciáveis, que têm prometido a redução no número de ministérios, ministros começam a preparar relatórios para mostrar a importância de suas pastas. Líder nas pesquisas no cenário sem Lula, Jair Bolsonaro promete unir o Planejamento com a Fazenda e acabar com o Ministério da Segurança Pública. Na sabatina do ‘Estadão/Faap’, ontem, João Amoêdo (Novo) contou que pretende unir os Ministérios da Cultura, Esporte e Educação. Geraldo Alckmin planeja extinguir 10 das atuais 29 pastas, entre elas a do Trabalho.

Salve-se quem puder. Embora considere inevitável a extinção de alguns ministérios, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, diz que “cabe a cada pasta mostrar sua importância para o próximo governo e para a sociedade. Isso se faz com trabalho e resultados”.

Não é fácil. O Ministério da Cultura chegou a ser fundido com o da Educação no início do governo Temer numa tentativa de reduzir o número de pastas, mas a classe artística reagiu.

Antes tarde… Ao assinar o decreto de Garantia da Lei e da Ordem para Roraima, como revelou o blog da Coluna, o presidente Michel Temer atendeu a pedido de 8 de agosto do ano passado, da governadora do Estado, Suely Campos.

Posto Ipiranga. A GLO para RR irritou os militares. A percepção no Exército é a de que o governo tem transferido para eles o ônus de qualquer crise.

No papo. O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) ganhou um grupo de empresários paulistas do alto escalão ao dizer a eles que vai ajudar o empresariado se for eleito. Um deles, que já votou no PT, garante que, se o segundo turno for entre Bolsonaro e Haddad, vota no capitão reformado.

Fora? Romero Jucá entregou a liderança do governo, mas não devolveu os cargos que indicou no Executivo. Helga Jucá, sua irmã, está na Secretaria das Mulheres, com cargo comissionado. O salário-base é R$ 13 mil.

Com a palavra. A assessoria de Jucá disse que ele apenas deixou a liderança “porque discorda da questão de Roraima”, mas não rompeu com o governo.

Mamata. A Empresa de Logística e Planejamento, criada para tocar o trem-bala que nunca saiu do papel, tem 17 funcionários com salários acima de R$ 20 mil. Só os salários deles somados chegam a R$ 409 mil por mês. A Coluna revelou, ontem, que a estatal tem 111 cargos sem concurso.

LEIA TAMBÉM: Estatal do trem-bala tem 17 funcionários que ganham mais de R$ 20 mil

Haja papel. A defesa do ex-presidente Lula no TSE para garantir o registro de sua candidatura terá mais de 200 páginas. Condenado por corrupção e lavagem, o candidato petista está impedido de disputar por causa da Lei da Ficha Limpa.

CLICK. O TSE colocou em seu site um simulador de urna eletrônica. O eleitor pode treinar o voto para os cargos em disputa este ano como se fosse uma urna de verdade.

OS PRESIDENCIÁVEIS

SINAIS PARTICULARES. Geraldo Alckmin, candidato do PSDB; por Kleber Sales

 

Marco. O governo chega na quinta ao centésimo leilão via PPI, programa tocado pela Secretaria-Geral da Presidência, quando vai colocar à venda três subsidiárias da Eletrobrás em RR, AC e RO.

Queda de braço. O ministro Alexandre Baldy e o senador Romero Jucá travam uma guerra silenciosa. Enquanto o ministro quer a digitalização da CNH, o senador defende a empresa Valid, indústria gráfica de CNH, que comanda um oligopólio de mais de R$ 500 milhões por ano.

Com a palavra. A Valid informa que nunca manteve interlocução com o senador Romero Jucá.

PRONTO, FALEI!

Presidente do Senado, Eunício Oliveira

“Em tempos de eleição, o plenário não vai votar nada polêmico”, DO PRESIDENTE DO SENADO, EUNÍCIO OLIVEIRA, sobre as dificuldades do Congresso em tratar de temas sensíveis no período eleitoral.

COM NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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