Governo avisa: só quem for fiel vai manter cargo

Governo avisa: só quem for fiel vai manter cargo

Coluna do Estadão

31 de agosto de 2019 | 05h00

FOTO DIDA SAMPAIO/ESTADAO

A derrota de Jair Bolsonaro com a derrubada do veto à punição para quem divulgar fake news escancarou o fracasso da fórmula para dialogar com o Congresso que havia sido traçada no início do governo (no varejo ou com bancadas temáticas). Parlamentares com cargos no Executivo votaram contra Bolsonaro e ainda aplaudiram a vitória de 374 a 90. Contrariado com a infidelidade, o presidente acionou a articulação para avisar a líderes e dirigentes de pelo menos três partidos que a farra acabou. Quem votar contra perderá os cargos que possui.

Como será. Sob o comando de Luiz Eduardo Ramos, na Secretaria de Governo, a negociação com os parlamentares vai seguir a estratégia tradicional de sempre: cargos e emendas, a “linguagem” do Parlamento, segundo um palaciano. Porém, sem o toma lá, dá cá.

Já era a hora. O objetivo, dizem os governistas, é criar uma base sólida, mas com pilares democráticos.

Como era. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defendeu no início da gestão negociações no varejo e com frentes parlamentares. Acabou afastado da articulação política.

Correndo! O esforço do ministro da Secretaria de Governo tem recebido reconhecimento no Parlamento. Pelo menos três vezes ele já deixou o Planalto em direção ao gabinete de senadores, quando não conseguiu recebê-los no palácio.

Discurso… Depois do evento em que Jair Bolsonaro e Sérgio Moro trocaram afagos, a versão que corre no Planalto é de que as rusgas já são página virada.

…ensaiado. Mas há constrangimento em tocar no assunto. Com a popularidade do presidente em queda, seus auxiliares não querem consolidar a imagem de que Bolsonaro está em rota de colisão com Moro.

CLICK. A porta do gabinete do ex-deputado do PSL e atual tucano Alexandre Frota já foi envelopada com uma foto sua e de seu novo aliado, o governador João Doria.

Coluna do Estadão

Aniversário. O ministro Otávio de Noronha completou esta semana um ano à frente do STJ em ritmo de festa: está comemorando a redução em 4,6% do acervo de processos da Corte.

Agilidade. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, foi o que teve o melhor desempenho em 2018. Cada ministro despachou 11,6 mil processos no ano passado.

SINAIS PARTICULARES.

João Otávio de Noronha, presidente do STJ

Kleber Sales

Já chega. O ex-governador paulista Márcio França quer dar uma guinada na esquerda brasileira: o diretório nacional do PSB aprovou nota de repúdio ao governo da Venezuela e anunciou a saída do partido do Foro de São Paulo.

Já chega 2. Rosana Valle (SP), suspensa temporariamente do Diretório Nacional do PSB por ter votado pela reforma da Previdência, desabafa: “O tempo dos coronéis acabou! Vou continuar votando com a minha consciência, permanecendo fiel aos meus ideais e aos meus eleitores”.

Pindaíba. Pelas contas do setor da construção civil, os atrasos nos repasses do Minha Casa, Minha Vida afetam mais de mil contratos e 200 mil trabalhadores.

No papel. Isso sem contar 17 mil unidades contratadas no apagar das luzes pelo ex-ministro Alexandre Baldy que nem sequer começaram a ser construídas.

Mais um. Vem aí o 34.º partido político. O Ministério Público Eleitoral deu o aval para a criação da Unidade Popular Nacional (UP). O pedido ainda será analisado pelo TSE.

PRONTO, FALEI!

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Helder Barbalho, governador do Pará: “Não devemos nos ater a assuntos periféricos. Vamos focar numa solução coletiva: governo federal, estadual, e parceiros internacionais”, sobre crise das queimadas na Amazônia.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: