Em jantar, empresários relatam ‘expectativa desanimada’ com Bolsonaro

Em jantar, empresários relatam ‘expectativa desanimada’ com Bolsonaro

Coluna do Estadão

03 de abril de 2019 | 05h00

Presidente Jair Bolsonaro. FOTO: ALAN SANTOS/PR

 

A apreensão com o governo Jair Bolsonaro foi tópico de um jantar que reuniu um número grande de empresários importantes anteontem em São Paulo. Se no início do ano, em convescote similar, as esperanças dos participantes eram muito altas, o clima agora é de “expectativa desanimada”, segundo a definição de um dos anfitriões. Na visão do empresariado, a ausência de pulso firme na articulação da Previdência e as viagens do presidente aos EUA e a Israel demonstram que ele ainda não compreendeu qual é a agenda prioritária para o País.

Cardápio. A atuação de alguns ministros foi escrutinada no jantar. O grupo louvou a atuação de Paulo Guedes (Economia), que, “para sorte do Brasil”, estaria extrapolando suas funções.

Na bandeja. Onyx Lorenzoni (Casa Civil) foi destaque negativo das rodas de conversa. Não coordena o governo nem articula a relação dele com o Congresso.

CLICK. O ministro Onyx Lorenzoni enfrentou fila – ofereceram, mas não quis furar – para comprar ingresso para o Cirque de Soleil. Ainda reclamou do preço: R$ 260 a inteira.

COLUNA DO ESTADÃO

Sem… O relatório do deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) na CCJ defenderá a constitucionalidade da retirada do tema da Previdência da Carta Magna, o que facilitaria futuras mudanças na seguridade: elas passariam a ser feitas por projeto de lei.

…nó. O deputado argumentará que esse é o padrão na maior parte do mundo. O relatório bancará a constitucionalidade da mudança no benefício a idosos e pessoas com deficiência. Felipe Francischini (PSL) comanda a CCJ.

Ensaio. Presidentes de partidos convidados por Bolsonaro para reuniões individuais terão encontro hoje para alinhar discursos.

Divórcio. O PCdoB quer se descolar de vez do PT. Promete lançar candidato próprio a prefeito de SP.

SINAIS PARTICULARES
Felipe Francischini, presidente da CCJ (PSL-PR)

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Agora… A preocupação com a análise pelo STF da prisão de condenados em segunda instância se instalou na Esplanada. Justiça, Casa Civil e Economia acham que o timing não é bom para o tema voltar às rodas de conversas do Congresso e às redes sociais.

…não é hora. Qualquer marola neste momento ajuda a chacoalhar o barco da reforma da Previdência, prestes a avançar no Congresso. Ainda mais se a decisão acabar por beneficiar o ex-presidente Lula.

Sob suspeita. O Ministério Público de Goiás abriu investigação para apurar denúncia anônima contra o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). O denunciante afirma que Perillo recebia propina de uma empresa em barras de ouro.

Com a palavra. De acordo com a defesa do ex-governador, as informações são falsas e a abertura de uma investigação não representa “juízo de valor sobre a veracidade dos fatos”.

Pena dura. O senador Márcio Bittar (MDB-AC) propôs emenda ao pacote de Sérgio Moro: aumentar a pena máxima de 30 para 50 anos, acabar com os “saidões” e esticar o tempo de prescrição de 20 para 35 anos. Ele é relator de um dos projetos do ministro.

Eu, não. Paulo Skaf tem dito a colegas de partido que não vai disputar o comando nacional do MDB, apesar de o nome dele ter sido cogitado por algumas correntes. O presidente da Fiesp tende a apoiar Daniel Vilela (GO), filho do ex-governador Maguito Vilela.

PRONTO, FALEI!

Tenente Guilherme Derrite. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Capitão Derrite, deputado federal (PP-SP): “Mesmo não sendo do PSL, sou base do governo por ideologia. Votarei de acordo com minhas convicções”, sobre a liderança do PP ter criticado a reforma.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU NAIRA TRINDADE

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