Clã vê digital de Witzel em ação contra Flávio

Clã vê digital de Witzel em ação contra Flávio

Coluna do Estadão

19 de dezembro de 2019 | 05h00

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A operação da Polícia Federal que teve como alvo o governador e o ex-governador da Paraíba pode estar ligada à ação do Ministério Público do Rio contra Flávio Bolsonaro, acreditam correligionários do senador e também assessores muito próximos do presidente, ao menos na questão do timing. A busca e apreensão de ontem seria uma resposta de Wilson Witzel: um dos colaboradores da investigação na Paraíba, o empresário Daniel Gomes, citou suposto esquema de caixa 2 na campanha do governador, desafeto do presidente e de seus filhos.

Para lembrar. A operação da PF, sob Sérgio Moro, que mirou o governador João Azevêdo (sem partido) e o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e respingou em Witzel anteontem foi a Calvário.

Calma, gente. Bolsonaristas mais contidos, porém, avaliam que não há, ao menos por enquanto, provas para alegar uma ingerência direta do governador do Rio no Ministério Público.

Eleitoral. Inimigos do clã Bolsonaro dizem que a pergunta “onde está o Queiroz?” vai ecoar em 2020.

Vem comigo. Uma das ideias do Aliança pelo Brasil apresentadas a deputados é fazer pontos de coleta de assinaturas ao lado de cartórios para facilitar a sua autenticação imediata.

Soldada. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) mudou seu domicílio eleitoral de Mairiporã (SP) para São Paulo. É um primeiro passo para estar disponível caso o Aliança queira lançá-la a prefeita da capital. A deputada tem dito que fará o que o presidente Jair Bolsonaro achar melhor.

Saldo. Depois de várias reviravoltas, João Doria termina o ano com vantagem sobre Aécio Neves na disputa pelo controle da bancada tucana na Câmara dos Deputados. Ao reverter uma disputa que parecia perdida, o governador mostra estar pegando rápido o traquejo do jogo político.

SINAIS PARTICULARES.
Alexandre Baldy, secretário de Transportes

Kleber Sales

Filme antigo. Em 2016, o PSDB perdeu o então deputado Alexandre Baldy (GO) após implosão da bancada em disputa pela liderança. Até hoje os tucanos lamentam a saída de um quadro que mais tarde se tornaria ministro e atualmente ocupa o secretariado de Doria.

Enxuga. Integrantes do Centrão defendem incluir na reforma administrativa a extinção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Justiça do Trabalho. Justificativa do grupo: dão muita despesa e pouco resultado.

Grupo especial. No caso do TSE, a ideia é passar as atribuições do tribunal para a Justiça comum ou federal. Juízes seriam destacados para cuidar do tema e da preparação das eleições.

Terra arrasada. O Planalto está sendo cobrado por parlamentares ligados à educação pelo Fundeb, que acaba no ano que vem. Eles se queixam de que não há proposta do MEC nem mobilização para aprovar nada.

CLICK. Janaina Lima (Novo), vereadora em São Paulo, promoveu confraternização de fim de ano e contou com a presença do cientista político Christian Lohbauer.

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Ação. A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) questiona no STF uma das regras da reforma da Previdência, a que prevê a nulidade de aposentadorias já concedidas com base apenas no período em que houve contagem de tempo de serviço, mas sem contrapartida do recolhimento de contribuição previdenciária.

Ação 2. Para a entidade, a regra viola o direito adquirido à aposentadoria.

PRONTO, FALEI!

João Henrique Nascimento. FOTO: TWITTER

João Henrique Nascimento, presidente da Comissão da Anistia: “Assumi a comissão encarregado de proteger o erário e evitar sua dilapidação com requerimentos sem requisitos legais”, sobre resultados do órgão, divulgados pela Coluna.

COM MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA

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