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Prévias do PSDB: Doria, Leite e Virgílio debatem eleições; veja como foi

Partido é o único a realizar disputa interna para escolher seu candidato à Presidência; tucanos tentam se firmar como alternativa da terceira via

Os pré-candidatos do PSDB à Presidência da República em 2022 participaram nesta sexta-feira, 12, de debate promovido pelo Estadão. O evento reuniu os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS), além do ex-senador Arthur Virgílio (AM). 

 

Único partido a realizar eleições internas para a escolha do nome que será lançado na disputa pelo Palácio do Planalto, a sigla tucana quer se firmar como alternativa no cenário de candidaturas que se apresentam no campo da chamada terceira via. A votação no colégio eleitoral das prévias do PSDB está marcada para 21 de novembro. 

 

A escolha do PSDB é aguardada com expectativa não apenas entre seus filiados. Os demais partidos que buscam uma alternativa à polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam as prévias como uma primeira etapa de afunilamento das pré-candidaturas colocadas até aqui. 

 

O debate teve a participação de jornalistas do Estadão e da Rádio Eldorado. A mediação foi de Eliane Cantanhêde. 

 

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  • 15h10

    12/11/2021

    Encerramos aqui a cobertura do debate promovido pelo Estadão entre os presidenciáveis do PSDB. Obrigado pela audiência. Siga acompanhando a cobertura da disputa tucana e as principais notícias de política no Portal do Estadão, jornal O Estado de S. Paulo e demais canais do Grupo Estado.

  • 15h04

    12/11/2021

    Apoio de bancada tucana a Bolsonaro provoca embate entre presidenciáveis do PSDB; confira os principais destaques do debate promovido pelo Estadão

     

    O debate promovido pelo Estadão entre os pré-candidatos do PSDB à Presidência da República deixou claro o esforço dos três concorrentes para se dissociar do governo Bolsonaro e resgatar as origens do partido na defesa da responsabilidade fiscal. As contradições da bancada tucana na Câmara, que se dividiu na votação da PEC dos precatórios, se tornaram foco de troca de ataques sobretudo entre os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS)

     

    "Correndo por fora", ciente de que a disputa deve afunilar entre o paulista e o gaúcho, o ex-senador Arthur Virgílio (AM) descreveu a postura dos deputados que se aliaram ao governo Bolsonaro na votação da PEC como "lamentável". 

        

    Além da responsabilidade fiscal e da PEC dos precatórios, Saúde, Educação e Meio Ambiente foram os principais temas discutidos. 

     

    Doria e Leite elevaram o tom e trocaram provocações em diferentes momentos, especialmente ao citar como se posicionaram as bancadas dos respectivos Estados na votação da PEC. Dos 32 deputados tucanos, 21 votaram com o governo.

     

    Veja aqui os principais destaques do debate.

     

    Foto: Felipe Rau/Estadão

     

    Foto: Felipe Rau/Estadão

  • 14h33

    12/11/2021

    Leite chama de 'grave' suposta pressão de Doria por apoio nas prévias

     

    Para o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, a suposta pressão por apoio nas prévias exercida pelo governador João Doria sobre políticos de São Paulo é “grave”. Após o debate promovido nesta sexta-feira, 12, pelo Estadão, entre os pré-candidatos tucanos que disputam as prévias internas do partido, o gaúcho afirmou que o tema “preocupa”.

     

    “Nos preocupa, especialmente porque não houve a negativa por parte do governador de São Paulo. Na resposta, ele não negou que esteja havendo pressões, ele não negou que esteja havendo constrangimentos no interior do Estado, isso é grave, isso é muito grave”, afirmou. 

     

    Na última terça, 9, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), exonerou o secretário municipal que organizou a recepção no interior paulista do governador gaúcho, no sábado, 6. Descontente com o apoio, Doria teria pressionado o prefeito da capital a exonerar Orlando Faria, que comandava a pasta da Habitação. 

     

    “Essa pressão utilizando a máquina pública não pode ser admitida dentro desse partido, dentro dessas prévias, e isso nos preocupa. Mas nós estamos atentos, garantindo que o voto seja secreto, para que cada um possa expressar ali a sua vontade, com o seu coração, com o seu sentimento, de quem é que deve ser o representante do PSDB nas eleições de 2022”, disse.

     

    Nunes negou que a troca tenha tido relação com as prévias tucanas e pressões de Doria. O governador paulista, idem.

      

    Estilo

    Na avaliação de Leite, o debate de hoje mostrou a clara diferença de estilo entre ele e seus adversários: Doria e o ex-senador Arthur Virgílio. 

     

    “Deu para mostrar a diferença de estilos, de formas de atuação, que é o que fundamentalmente o partido tem de observar. Naturalmente, nós estamos no mesmo partido político, a gente tem uma visão muito semelhante sobre como o governo deve se organizar, sobre a questão da responsabilidade fiscal, sobre as políticas públicas, sobre as quais se deve debruçar maior atenção. Não quer dizer que a gente tenha total convergência, nós temos muita convergência na direção, na agenda para o País”, afirmou, logo após o encerramento do debate. 

     

    Cássia Miranda

  • 14h33

    12/11/2021

    Prévias do PSDB: 'O que a gente precisa na saúde é ter fortalecimento da pesquisa', diz Leite

     

  • 14h20

    12/11/2021

    Doria aposta que debate vai incentivar novas inscrições de filiados para votar nas prévias

     

    Encerrado o evento, o governador João Doria procurou minimizar as críticas trocadas entre ele e o principal rival na disputa, Eduardo Leite. “O debate não tem a coincidência de posições. Você tem processos disruptivos. Se houvesse um pensamento único, não haveria necessidade de prévias”, afirmou. 

     

    Apesar disso, não deixou a ironia de lado e pediu "calma" a Leite, para buscar a reunificação da legenda após a eleição interna, marcada para o próximo dia 21. “Demonstrações mais duras e menos equilibradas podem comprometer os sentimentos daqueles que vejam o PSDB nessa disputa”, disse.

     

    Atualmente, o PSDB tem cerca de 28 mil inscritos para participar das prévias, porcentual muito pequeno em comparação com o número total de tucanos oficialmente listados pelo TSE. Doria acredita que o debate promovido pelo Estadão pode ajudar a ampliar o atual universo de inscritos no processo eleitoral, além de esclarecer as propostas dos candidatos. “A repercussão (do debate) ajuda que o conhecimento das propostas dos candidatos seja submetido ao eleitor, seja do PSDB e mesmo fora”, afirmou. 

     

    Natália Santos

  • 14h04

    12/11/2021

    Debate mostra que PSDB terá problemas para se unir em campanha presidencial; leia análise de Marcelo de Moraes

     

    Com o PSDB atravessando seu pior momento de divisão interna, não foi surpresa que o debate entre os candidatos nas prévias presidenciais exibisse claramente essa cisão. Favoritos na disputa, os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) se fustigaram abertamente e mostraram que o partido enfrentará grandes dificuldades para chegar unido na disputa pelo Planalto em 2022.

     

    A verdade é que essa divisão reflete a implosão interna do partido causada pela péssima campanha eleitoral de 2018, quando Geraldo Alckmin não passou de 5% na disputa e viu os tradicionais eleitores tucanos migrarem de mala e cuia na direção de Jair Bolsonaro. Agora, o plano de atrair esse eleitorado de volta esbarra justamente na dificuldade dos tucanos de mostrarem suas diferenças para Bolsonaro.

     

    Confira aqui a íntegra da análise do repórter especial da Sucursal de Brasília, Marcelo de Moraes.

     

    Foto: Felipe Rau/Estadão

    Foto: Felipe Rau/Estadão

  • 13h48

    12/11/2021

    Prévias PSDB: Doria defende educação como prioridade em seu governo, se eleito

     

  • 13h33

    12/11/2021

    'Quero um candidato com a cara do PSDB', diz Leite

     

    Na fala de encerramento de sua participação no debate, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que as prévias do PSDB têm um papel maior do que definir quem será o candidato do partido.

     

    "Esta decisão é sobre se vamos ter o PSDB que vai ter a cara do candidato ou o candidato que vai ter a cara do PSDB", disse, procurando se apresentar como esta última opção.

     

    "Eu não fundei o PSDB foi o PSDB que me fundou", declarou. "Quero muito um candidato com a cara do PSDB pra gente mudar o Brasil e garantir o PSDB ligado a seu DNA."

     

    Davi Medeiros

  • 13h31

    12/11/2021

    Doria convoca militância tucana: 'Sua ação é importante'

     

    Em suas considerações finais, o governador de São Paulo, João Doria, destacou as prévias internas do PSDB como ferramenta para a democracia e destacou a importância da militância tucana no processo.

     

    A votação que definirá o candidato do PSDB na eleição presidencial em 2022 será realizada no próximo dia 21. Só estarão aptos a votar os filiados que estiverem cadastrados no aplicativo até domingo, 14. “Você, militante do PSDB, onde eu milito há 20 anos, é importante”, disse, antes de destacar que, além do voto, a voz e ação da militância também são importantes no processo das prévias.

     

    Antes de encerrar sua fala, Doria destacou nomes do partido, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a que definiu como uma pessoa que representa o PSDB “moderno, inovador e transparente”. O governador paulista também fez referência à Yeda Crusius, que preside o PSDB Mulher, e ao ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, morto em maio deste ano.

     

    Cássia Miranda

  • 13h30

    12/11/2021

    Virgílio defende um governador que conheça a Amazônia nas prévias do PSDB

     

    Em consideração final, o ex-senador Arthur Virgílio afirmou que o momento é de escolher um candidato que tenha experiência efetiva de governar. O presidenciável também aproveitou o espaço para enfatizar, novamente, a necessidade de um presidenciável que realmente conheça a Amazônia

     

    Virgílio dedicou o momento final às mulheres. “Falando das mulheres, estou falando de todos que são oprimidos: as pessoas LGBTQIA+, os negros, os índios, os mais pobres e aqueles que precisam verdadeiramente”, disse. 

     

     

    Natália Santos

  • 13h23

    12/11/2021

    Presidente do PSDB diz que apoio de bancada tucana a Bolsonaro ‘fragiliza’ partido

    O presidente do PSDB, Bruno Araújo, disse que o alinhamento da bancada tucana a projetos do governo Bolsonaro “fragiliza” o partido. O apoio de deputados da sigla à PEC dos Precatórios, aprovada na Câmara, gerou embate entre Doria e Leite.


    “Esse é um tema que fragiliza o partido como um todo. Minha expectativa é que, quando tivermos escolhido um candidato a presidente, que ele se tome de legitimidade para tratar com muito mais força de uma posição do partido nessa questão”, disse Araújo durante o intervalo do debate.

    “Todos os partidos perderam controle na relação direta com as bancadas. Todos os presidentes de partidos perderam a disputa para a RP9”, disse, fazendo referência às emendas do relator, base do orçamento secreto do governo Bolsonaro.

     

    Pedro Venceslau

  • 13h20

    12/11/2021

    Para Leite, Brasil precisa crescer com desmatamento zero

    Ao responder a pergunta enviada pelo diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, sobre ações para reversão do cenário atual de desmatamento, o governador Eduardo Leite defendeu maior atuação do governo federal. Segundo ele, é preciso ter comando e controle para garantir que quem desmata seja punido.


    Leite também defendeu alternativas de desenvolvimento econômico e sustentável para as regiões. “Não precisa de desmatamento para crescer economicamente”, disse. Ele acredita ser possível alcançar o “desmatamento zero”. “O Brasil precisa ter consciência de que a gente precisa justamente mostrar para o mundo o compromisso com desmatamento zero para termos credibilidade perante ao mundo inclusive para o comércio de outros produtos que não tenham relação com a floresta”, disse.

     

    Natália Santos

  • 13h02

    12/11/2021

    Virgílio critica Bolsonaro e defende ajuste fiscal

     

    Ao responder a questionamento do cientista político Márcio Black, da Fundação Tide Setubal, sobre investimentos em infrastrutura, o ex-senador Arthur Virgílio afirmou que o próximo presidente encontrará "terra arrasada" à frente do governo.

     

    "Eu sou a favor de nós investirmos em infrastutrura, no que for possível, no primeiro momento. Porque quem governar o País vai pegar uma terra arrasada, porque a pessoa que governa o País hoje não é caso de impeachment, é caso de internação", afirmou, sem citar o presidente Jair Bolsonaro.

     

    Virgílio defendeu que o "ajuste fical" é a Bíblia que deverá guiar o próximo presidente.

     

    Cássia Miranda

  • 13h00

    12/11/2021

    Doria defende educação como prioridade em seu governo, se eleito

     

    Respondendo à pergunta de Roberto Campos de Lima, do Instituo Ayrton Senna, sobre providências tomadas no âmbito da Educação, Doria afirmou que o tema será prioridade em seu governo, caso eleito. O governador de São Paulo lembrou que escolas de tempo integral, caras ao Instituto, cresceram em quantidade durante seu governo. “Em 16 anos dos meus antecessores, tivemos apenas 366 escolas de tempo integral. Não os critiquei, aliás, até elogiei, mas achava que era pouco”. 

     

    O tucano atribuiu à reforma administrativa, posta em prática pela sua gestão, a viabilização de recursos para a abertura das escolas. “Hoje, temos 2030 escolas de tempo integral em São Paulo. Saímos de 100 mil para mais de 1 milhão de alunos”. Ele também ressaltou ter aberto creches e investido no ensino infantil, classificado por ele como a “base primordial” para o desenvolvimento.

     

    “No meu governo, a prioridade numero um, ao lado da geração de empregos, será a Educação”, afirmou.

     

    Davi Medeiros

  • 12h59

    12/11/2021

    'O que a gente precisa na saúde é ter fortalecimento da pesquisa', diz Leite

     

    Ao responder pergunta enviada pelo Dr. Jorge Kalil, diretor presidente do Instituto Todos Pela Saúde, sobre como preparar o Brasil para identificar, prevenir e combater uma nova epidemia ou pandemia, o governador Eduardo Leite afirmou que o País necessita de um ”fortalecimento da pesquisa, que sofre um apagão neste governo atual”.

     

    Leite enfatizou a necessidade de fortalecimento das vigilâncias de saúde nos municípios e nos Estados, com o suporte do governo. A integração de informações e dados foi outro tema também levantado pelo governador como relevante. “O que a gente mais sentiu falta no início da pandemia eram dados confiáveis que nos permitissem identificar na hora um surto ou  onde está aumentando o número de casos”, disse.

     

    Natália Santos

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