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CPI da Covid: acompanhe a sessão de hoje com depoimento de Nelson Teich

Senadores fazem perguntas ao ex-ministro Nelson Teich nesta quarta, 5, na CPI da Covid no Senado

Ministro da Saúde durante apenas um mês, entre abril e maio de 2020, Nelson Teich presta depoimento na CPI da Covid nesta quarta, 5, no Senado. No início de sua fala, Teich afirmou que saiu do cargo por não ter liberdade nem autonomia para fazer o trabalho necessário no ministério e pela pressão sobre o uso da cloroquina.

 

Ele criticou a indicação do medicamento para pacientes com covid-19 como "tecnicamente inadequada". "Não temos dados concretos do benefício", disse. Segundo Teich, ficou claro que ele não teria autonomia à frente do cargo e essa falta de autonomia ficou evidente em relação à cloroquina. 

 

Além disso, Teich avaliou que o Brasil poderia ter iniciado a vacinação contra a covid-19 antes, se tivesse compras de risco – quando ainda não se sabe ainda se a vacina terá boa eficácia contra a doença. A estratégia foi adotada pelos Estados Unidos, por exemplo.

 

Veja o calendário de depoimentos de ex-ministros na CPI da Covid no Senado:

 

04/05 - Luiz Henrique Mandetta. Veja como foi.

05/05 - Nelson Teich

06/05 - Marcelo Queiroga

19/05 - Eduardo Pazuello (depoimento adiado)

 

Assista à sessão de hoje na CPI da Covid:

 

 

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  • 17h11

    05/05/2021

    Encerramos a cobertura de mais um dia de CPI da Covid. Continue acompanhando a cobertura em tempo real nesta quinta-feira, 6, quando o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, será ouvido pela Comissão.

  • 17h08

    05/05/2021

    A coletiva de imprensa que sucedeu a sessão desta quarta-feira, 5, acaba de terminar

  • 16h59

    05/05/2021

    Depoimento de Marcelo Queiroga

     

    Em entrevista coletiva, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, afirmou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai ser questionado nesta quinta-feira, 6, sobre questões relativas à vacina para a covid-19, como a quantidade de vacinas, a existência de contratos e o planejamento para o ano que vem. "A CPI tem esse papel também de procurar propostas e procurar que a gente acelere as negociações para mais 500 milhões de doses no ano que vem."

  • 16h47

    05/05/2021

    Senadores questionam teoria da imunidade de rebanho

     

    Durante o depoimento do ex-ministro Nelson Teich, senadores questionaram a teoria da imunidade de rebanho, segundo a qual a exposição ao vírus criaria uma proteção contra a doença, reduzindo o risco de contrair a covid-19 ao longo do tempo.

     

    O presidente Jair Bolsonaro chegou a comparar o coronavírus a uma chuva, dizendo que grande parte da população vai se molhar. A fala, associada a essa teoria da imunidade de rebanho, é usada como argumento contra medidas de isolamento social.

     

    Para Teich, a tese de imunidade de rebanho, em que se adquire imunidade através do contato com infectados e não da vacina, “é um erro”. “A imunidade você vai ter através da vacina. Isso não é um conceito correto”, afirmou Teich durante o depoimento.

  • 16h42

    05/05/2021

    O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, encerrou a sessão pois o Senado abriu a ordem do dia no plenário da Casa. As comissões não podem funcionar enquanto o plenário está em atividade. Questionado sobre votações pendentes, Aziz prometeu colocar em votação todos os requerimentos de informação na quinta-feira, 6.

  • 16h39

    05/05/2021

    CPI convoca Wajngarten e presidente da Pfizer para a próxima terça

     

    O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), anunciou a convocação, na próxima terça-feira, 11, do ex-chefe da Secretaria de Comunicação do governo federal, Fabio Wajngarten, da presidente da Pfizer, Marta Díez, e de seu antecessor, Carlos Murillo.

     

    Na quarta-feira, 12, a Comissão irá ouvir o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. E, na quinta, 13, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo e Fernando de Castro Marques, dono da União Quimica.

  • 16h31

    05/05/2021

    Teich defende isolamento social e diz que não teve autonomia no ministério

     

    Questionado sobre o apoio do governo Jair Bolsonaro às medidas que defendia quando era ministro da Saúde, Nelson Teich disse que não tinha autonomia nem liderança na pasta. Ele deixou subentendido que o governo não encampou propostas que ele defendia, como um plano para adotar o isolamento social no País – o que, segundo Teich, diminuiria o número de casos e mortes por covid-19. 

     

    "Eu não tinha autonomia e liderança", disse o ex-ministro. "Em situações como a covid, onde há uma você tem uma 'situação Brasil', precisa de liderança e coordenação. Você tem de receber essa autonomia para buscar a liderança e coordenação."

     

    Ele também disse que, no momento em que ocupou o cargo, medidas de isolamento social eram a única alternativa para frear a transmissão. "Enquanto nós não tinhamos vacina, minha sugestão na época era o controle da transmissão, que envolvia testagem, isolamento, rastreamento, quarentena."

  • 16h06

    05/05/2021

    Teich diz que lockdown foi politizado

     

    Questionado pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES) sobre medidas de prevenção contra a covid-19, o ex-ministro Nelson Teich disse que houve uma abordagem "radical" que atrapalhou a tomada de decisões para conter a pandemia. Ele disse que chegou a elaborar um documento com critérios para controlar a transmissão do vírus, mas a politização do tema atrapalhou o trabalho no ministério.

     

    "A abordagem radical de 'é a favor de lockdown ou é contra o lockdown', naquele momento, até foi uma coisa ruim porque transformava uma discussão que poderia ser técnica numa discussão política", disse Teich. 

  • 15h56

    05/05/2021

    Omar Aziz critica declaração de Bolsonaro sobre a China

     

    O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), considerou que a declaração do presidente Jair Bolsonaro nesta quarta, 5, que voltou a fazer ataques à China e classificar a pandemia da covid-19 como "guerra química", pode afetar negativamente a capacidade do Brasil conseguir insumos para a produção de vacinas. "Eu acho que a nossa situação em relação a insumos vai piorar com essa declaração de hoje", disse Aziz. "Foi ruim."

     

    O senador avaliou que o País depende de países como Índia e China para obter o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) das vacinas, e que declarações como a desta quarta atrapalham as negociações para trazer os insumos. "Estamos na mão dos chineses para trazer o IFA", disse Aziz. 

     

    "Nós não temos produção do IFA aqui, nem teremos tão cedo", disse o presidente da CPI. "Nós dependemos da Índia para alguns insumos, dependemos da China para outros. Eu acho que não é momento para a gente cutucar ninguém, não é o momento. Nem aqui entre nós." 

  • 15h31

    05/05/2021

    Cloroquina e hidroxicloroquina

     

    O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) foi rebatido por colegas na CPI após defender o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para a covid-19. "O que não dá, senador Luiz Carlos Heinze, é pessoas que nunca passaram na porta de uma faculdade de medicina quererem saber mais do que um médico", disse o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM). 

     

    O senador Otto Alencar (PSD-BA), médico ortopedista, pediu a palavra para também rebater as declarações de Heinze, que associou a resistência à prescrição de cloroquina ao campo da esquerda. 

     

    "Não me coloco como alguém de esquerda, muito menos faço politicagem com a medicina", disse Alencar. "Como 90% a 95% dos doentes cursam dessa forma (não desenvolvem sintomas graves), não custa nada um charlatão receitar hidroxicloroquina. O doente vai ficar bom de qualquer forma, e ele diz que foi a hidroxicloroquina que salvou." 

  • 15h18

    05/05/2021

    Cloroquina e ivermectina

     

    O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) usou seu tempo de fala para fazer uma defesa da prescrição de remédios sem eficácia comprovada para o tratamento de covid-19, assim como fez na sessão de terça-feira. Ele citou a opinião de médicos e associações brasileiras que defenderam hidroxicloroquina e ivermectina, entre outros medicamentos. O ex-ministro Nelson Teich depois argumentou que várias organizações internacionais pesquisaram a eficácia desses medicamentos e descartaram seu uso. 

     

    "Esse material que o senhor tem, um grupo neutro tem de avaliar a metodologia desses estudos", disse Teich. "Há instituições de referência mundial e eu me baseio nelas, e ainda mais quando essas instituições conduzem para uma mesma direção, isso me dá mais segurança." 

     

    "O senhor está prescrevendo tratamento precoce, é isso?", questionou o relator, senador Renan Calheiros. Heinze negou e disse que se baseia em estudos científicos para afirmar que o tratamento precoce adotado no primeiro ou segundo dia da doença pode salvar vidas. 

  • 15h04

    05/05/2021

    TV Estadão: 'Poderíamos ter adquirido doses em maior quantidade', disse Teich

     

     

    Provocado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o ex-ministro Nelson Teich disse que o Brasil poderia ter começado a vacinação contra a covid-19 antes se tivesse feito compras de risco do imunizante. As compras de risco são aquelas em que não se sabe ainda se a vacina terá boa eficácia contra a doença, mas assume-se o risco para garantir o imunizante com antecedência. A tática foi adotada pelos Estados Unidos, por exemplo. 

  • 14h56

    05/05/2021

    Teich diz ter participado de reunião com o CFM sobre cloroquina

     

    Questionado pelos senadores sobre reuniões específicas para tratar do uso da cloroquina, o ex-ministro Nelson Teich afirmou ter participado de uma reunião com o Conselho Federal de Medicina (CFM), em que o órgão apresentou um documento que validava o uso da cloroquina por pacientes com a doença leve a moderada, de acordo com critério médico.

     

    Segundo Teich, a reunião com o CFM ocorreu no dia 23 de abril. “A consequência da reunião foi que esse documento do CFM se tornou público e isso passou a ser uma posição do CFM.”

     

    Durante seu tempo para perguntas a Teich, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) falou em “delito continuado” do presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia. “O governo continua defendendo o uso de uma droga que já foi descartada por vários estudos, que não têm eficácia contra o vírus”, disse o senador. 

     

    O senador Rogério Carvalho citou ainda as dificuldades de vacinação no Brasil e a compra de doses em quantidade inferior ao que o Ministério da Saúde havia projetado, conforme revelou o Estadão. “Não temos vacina para toda  a população brasileira", disse o senador. 

  • 14h52

    05/05/2021

    TV Estadão: Teich diz ver falta de planejamento em relação à segunda onda

     

     

    O ex-ministro Nelson Teich foi indagado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE) sobre as ações necessárias para reduzir o número de mortes pela covid-19. Em relação à segunda onda da doença, com a desativação dos hospitais de campanha, Teich disse ser difícil prever o comportamento da covid-19, mas afirmou ver falta de planejamento. “O ideal era desativar coisas ociosas, mas que tivesse condições de reativar”, disse 

  • 14h37

    05/05/2021

    'Poderíamos ter adquirido doses em maior quantidade', disse Teich

     

    Provocado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o ex-ministro Nelson Teich disse que o Brasil poderia ter começado a vacinação contra a covid-19 antes se tivesse feito compras de risco do imunizante. 

     

    As compras de risco são aquelas em que não se sabe ainda se a vacina terá boa eficácia contra a doença, mas assume-se o risco para garantir o imunizante com antecedência. A estratégia foi adotada pelos Estados Unidos, por exemplo. 

     

    “Poderíamos ter adquirido doses em maior quantidade”, disse Teich. “Em uma estratégia com foco na vacina teríamos acesso maior e mais precoce à vacinação”, falou o ex-ministro durante depoimento na CPI da Covid no Senado.

     

    Hoje, o Brasil usa principalmente dois imunizantes: a Coronavac e a vacina de Oxford. O Brasil começou a vacinação atrás de países europeus e de nações na América Latina e tem apenas 15% da sua população vacinada. 

     

    Júlia Marques

Estadão Blue Studio Express

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