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CPI da Covid: saiba como foi o depoimento de Mandetta aos senadores

Siga agora, em tempo real, os depoimentos na comissão que investiga a atuação do governo durante a pandemia do coronavírus; Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro a depor

A CPI da Covid no Senado fez sua primeira oitiva nesta terça-feira, 4, com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Ele foi o primeiro dos quatro ministros da pasta convocados para depôr aos membros da comissão, que investigam ações e omissões do governo Jair Bolsonaro no combate à pandemia, e o repasse de verbas a Estados e municípios.

 

Em depoimento, Mandetta defendeu as ações do Ministério da Saúde quando estava na pasta: "Nossas orientações foram assertivas, pela ciência". Também abordou as diferenças em relação ao presidente quanto a medidas de contenção da pandemia e, ainda, respondeu que a ordem para aumentar a produção de cloroquina no País não partiu da Saúde.

 

O depoimento de Mandetta estava previsto para as 10h, mas foi iniciado após as 11h. Havia a previsão de que Nelson Teich também participaria nesta terça, 4, mas a CPI decidiu ouví-lo na quarta. Isso porque o general Eduardo Pazuello informou que permanecerá em isolamento social após ter contato com pessoas diagnosticadas com a covid-19, e pediu para ser ouvido por videoconferência. A CPI adiou seu depoimento para o dia 19 de maio, um atraso de quinze dias.

 

Marcelo Queiroga, atual ministro, é esperado nesta quinta, 6. 

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  • 19h37

    04/05/2021

    Encerramos aqui nossa cobertura do primeiro depoimento à CPI da Covid. Nesta quarta-feira, 5, acompanharemos a oitiva do ministro Nelson Teich. Obrigado! 

  • 18h52

    04/05/2021

    'Não havia motivo para não comprar (a vacina da Pfizer em agosto)', diz Mandetta

     

    Indagado por vários senadores sobre o fato de o governo federal não ter aceitado, em agosto, uma proposta para a compra de vacinas feita pela Pfizer, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que não havia motivo para a compra não ter sido feita.

     

    O governo federal vinha alegando que não queria fazer a compra porque a Pfizer não se responsabilizaria por qualquer efeito colateral do imunizante. O Planalto argumentou que não queria assumir a responsabilidade civil por efeitos adversos, uma exigência que é praxe de todos os laboratórios que comercializam vacinas para países.  Naquela época, dezenas de nações já tinham adquirido o imunizante da Pfizer. Recentemente, foram adquiridas pelo governo brasileiro 100 milhões de doses da vacina da Pfizer.

     

    "Não dava para não comprar. Não havia nada que pudesse ser maior (mais eficaz) que uma vacina para uma doença infecciosa", afirmou Mandetta. O ex-ministro disse que, se a vacina tivesse sigo adquirida em agosto e começado a ser aplicada em dezembro, talvez o Brasil não tivesse vivido a segunda da pandemia, que vitimou milhares de pessoas.

  • 18h47

    04/05/2021

    Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros encerraram a coletiva

  • 18h42

    04/05/2021

    "O depoimento foi além de qualquer expectativa que nós tivéssemos", disse Renan. Ele disse que vai votar a favor da convocação do ministro Paulo Guedes na CPI. 

  • 18h40

    04/05/2021

    O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), considerou o adiamento da oitiva do ex-ministro Eduardo Pazuello uma "perda e ganho", ao mesmo tempo. "Uma perda porque só vamos ouvi-lo no dia 19, e ganho porque parece que está havendo uma conversão, ele quer depor remotamente porque é contra a aglomeração."

     

    "É um avanço importante", comentou Randolfe Rodrigues.

  • 18h37

    04/05/2021

    Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a CPI deve ouvir nesta quarta o ex-ministro Nelson Teich e, além disso, fazer uma sessão administrativa em que deve apreciar requerimentos para convocar depoentes, entre eles o ministro da Economia, Paulo Guedes

  • 18h34

    04/05/2021

    Mandetta e os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, e Renan Calheiros (MDB-AL), relator, fazem agora uma coletiva de imprensa

  • 18h32

    04/05/2021

    O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, encerrou a sessão que ouviu o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta

  • 18h28

    04/05/2021

    Por engano, ministro envia a Mandetta pergunta que deveria ser lida por governistas da CPI da Covid

     

    Mandetta afirmou que o ministro das Comunicação, Fabio Faria, enviou a ele por engano, via WhatsApp, uma pergunta que deveria ser lida por governistas da CPI da Covid.

     

    Leia mais

     

    Sergio Lima/AFP

  • 18h06

    04/05/2021

    TV Estadão: 'Guedes é um homem pequeno para estar onde está', diz Mandetta

     

     

    Em resposta à senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta criticou o que chamou de "desonestidade intelectual" do ministro da Economia, Paulo Guedes. Mandetta havia sido questionado sobre uma acusação de Guedes, segundo a qual ele deixou de comprar vacinas enquanto ainda estava no ministério."Esse ministro nem soube olhar o calendário para falar: 'puxa, enquanto ele estava lá (na pasta da Saúde), nem vacina sendo comercializada no mundo havia'", argumentou. Mandetta também voltou a falar que Guedes nunca o procurou para saber do quadro da pandemia no Brasil visando a planejar ações que ajudassem a economia do Brasil diante do quadro.

  • 18h00

    04/05/2021

    Planalto não quis fazer campanha com orientações sobre covid

     

    Na CPI da Covid, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) perguntou ao ex-ministro da Saúde Luiz Herique Mandetta se o Planalto tentou inviabilizar uma campanha de conscientização sobre a covid. Mandetta respondeu que o ministério planejou com seu próprio orçamento contratar uma campanha do tipo, mas que o Planalto preferiu passar a bola para a Secretaria Especial de Comunicação (Secom), então sob o comando do empresário Fabio Wajngarten. A campanha de Wajngarten, no entanto, não trazia orientações sobre a doença.

     

    "A campanha que nós faríamos era de conteúdo, explicando as consequências (de contrair a doença). E a campanha que eles iriam sugerir era mais ufanista: 'vamos todos vencer o vírus, verde e amarelo', aquela coisa", explicou.

     

    "O conteúdo da campanha é que desdobra qual é a informação do governo. E eles não queriam dar a queriam dar a informação (orientação) de que, se você entrou em contato (com algum contaminado), fique em casa, não circule, não aglomere. Aquilo era dúbio em relação ao presidente", disse.

  • 17h47

    04/05/2021

    Mandetta faz crítica velada à escolha de Pazuello para a Saúde

     

    O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta fez uma crítica velada a um de seus sucessores na pasta, o general da ativa Eduardo Pazuello, que montou uma estrutura de militares – e não de médicos – para atuar na área da saúde. Na fala à CPI da Covid, Mandetta igualou a situação de ter um militar gerenciando pandemia a um cenário hipotético em que um médico ficasse responsável pela defesa do território no caso de uma invasão militar.

     

    "Se fosse uma guerra convencional, acho inadmissível você prescindir de militares. Seria impensável, em uma invasão militar ao Brasil, nós sermos comandados por um médico ou um padre. Acho impensável um presidente de Banco Central ou ministro da Economia que não seja economista ou formado naquela área", afirmou, sem citar Pazuello nominalmente, em resposta a uma fala do senador Fernando Bezerra (MDB-PE).

     

    "Isso foi um erro que a gente pagou. Agora, pelo menos, estamos com alguém que tem um linguajar (da área medica), embora não tenha muita experiência", disse, em referência ao atual titular da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga.

     

    "Foi muito duro, foi virar muito as costas pata tudo aquilo que pessoas ficaram 10, 20, 30, 40, ou 50 anos estudando para não serem sequer ouvidas", concluiu Mandetta sobre o período em que Pazuello controlou o ministério. Durante o período, o Brazil viu um boom de mortes por covid. O número de vítimas saltou de quase 15 mil para mais de 295 mil.

     

    Após ressalva do presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM), Mandetta deixou claro que o problema não é que o ministro não seja médico, mas que haja "desmanche da equipe técnica" de especialistas da área médica. Ele citou o impacto positivo do ex-ministro José Serra (PSDB) na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Serra tem formação de economista.

  • 17h41

    04/05/2021

    O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um requerimento para convocar o ministro da Economia, Paulo Guedes, após as declarações de Luiz Henrique Mandetta sobre sua relação com a pasta. 

  • 17h36

    04/05/2021

    'O distanciamento da equipe econômica era real'

     

    Questionado sobre o grau de cooperação entre sua pasta e o Ministério da Economia durante sua gestão, Mandetta disse que "o distanciamento da equipe econômica era real". 

     

    Ele contou que teve recados não respondidos pelo ministro Paulo Guedes, e que dialogava mais com integrantes do segundo escalão do ministério. O ex-ministro disse que apresentou dados sobre taxas de contágio, projeção de mortes e intervalos entre ondas de contágio, mas avaliou que a equipe econômica não compreendeu a gravidade da pandemia ao tomar decisões. Ele criticou a falta da emissão de notas técnicas conjuntas entre os dois ministérios. 

     

    "Ouso dizer de que essa ideia de que iria haver um efeito rebanh, om e que acabaria em setembro ou outubro, acabou induzindo a fazer a proposta de um auxílio de R$ 600, imaginando que levaria três ou quatro meses de auxílio e que, depois, se desfaria – não vendo que a doença estava apenas no seu primeiro terço", disse Mandetta. "Muitas tomadas de decisões acabaram sendo equivocadas até por pessoas do mercado, até por pessoas que estavam lá com seus empreendimentos e precisavam saber qual era a perspectiva." 

     

    Edilson Rodrigues/Agência Senado

  • 16h51

    04/05/2021

    'Guedes é um homem pequeno para estar onde está', diz Mandetta

     

    Em resposta à senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta criticou o que chamou de "desonestidade intelectual" do ministro da Economia, Paulo Guedes. Mandetta havia sido questionado sobre uma acusação de Guedes, segundo a qual ele deixou de comprar vacinas enquanto ainda estava no ministério. 

     

    "A entrega da vacina não está atrasada só agora, não. No primeiro dia, Mandetta saiu com R$ 5 bilhões no bolso. É desde aquela época que deveríamos estar comprando vacina, não é mesmo? O dinheiro estava lá", afirmou o titular da Economia em entrevista à CNN em março. 

     

    Perguntado sobre a declaração na CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde disse que o ex-colega de esplanada é "um homem pequeno para estar onde está".

     

    "Esse ministro nem soube olhar o calendário para falar: 'puxa, enquanto ele estava lá (na pasta da Saúde), nem vacina sendo comercializada no mundo havia'", argumentou. Mandetta foi demitido em 16 de abril de 2020. Os primeiros testes clínicos haviam sido autorizados em alguns países do mundo no mês anterior e ainda não havia comercialização de imunizantes no mundo. Alguns países começaram a aplicação em dezembro.

     

    Mandetta também voltou a falar que Guedes nunca o procurou para saber do quadro da pandemia no Brasil visando planejar ações que ajudassem a economia do Brasil diante do quadro.

     

    Na mesma reflexão, o ex-ministro da Saúde culpou "o mundo virtual" por uma parte do negacionismo presidencial. "O mundo virtual é muito responsável por essas coisas. O presidente e muita gente é do mundo virtual, se pauta por quantidade de likes, enquanto o vírus e a doença estão no mundo real", disse.

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