André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Unajuf questiona TSE sobre segurança do sistema de urnas eletrônicas

Presidente da entidade enviou requerimento com 17 perguntas técnicas; Teste Público de Segurança 2017 encontrou falhas no sistema em três pontos

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2017 | 21h39

O presidente da União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf), Eduardo Cubas, apresentou na última quarta-feira, 29, um requerimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a segurança do sistema de urnas eletrônicas.

++ Rede e PSOL dão guarida para candidaturas independentes em 2018

“A Unajuf se propôs a fazer esse requerimento primeiro em razão do convite do próprio Tribunal Superior Eleitoral, e segundo porque realmente temos sérias dúvidas sobre a idoneidade das eleições”, afirmou Cubas. 

O requerimento foi entregue durante a audiência pública do TSE, no âmbito  do Teste Público de Segurança 2017 do sistema eletrônico de votação - que acontece desde quarta e encerrou nesta sexta-feira, 1º, em Brasília. Realizado com hackers de diferentes instituições, o teste identificou falhas em três pontos importantes das urnas. De acordo com o tribunal, elas serão corrigidas e não há risco na eleição de 2018.

As questões indagam se há possibilidade de contaminação do “pen drive” por programas tipos vírus (o resultado das urnas é transportado por um pen drive); se é possível comprovar mecanicamente que o voto do eleitor após o aparecimento da foto do candidato realmente tenha sido destinado ao candidato; se é possível haver inserção de programa do tipo espião no programa de código de fonte das urnas; entre outras.

O documento, com 17 questões, foi subscrito pelos juristas Luiz Flávio Gomes e Modesto Carvalhosa - que se coloca como pré-candidato ao Planalto, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize candidaturas independentes no pleito.  

As perguntas também têm interesse em saber se o sistema comportaria uma eventual inserção de candidaturas sem partido. “O programa é preparado para inclusão de outros tipos de candidaturas como candidaturas independentes ou apartidárias?”, questiona. 

Em outubro, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, que decisão sobre candidaturas avulsas tem efeito de repercussão geral. Os ministros, contudo, ainda não analisaram o mérito da questão. Dias antes do julgamento, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deu parecer favorável à possibilidade de candidaturas independentes/ COLABOROU RICARDO GALHARDO

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.