Pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Alckmin defende, no futuro, privatizar 'tudo' na Petrobrás

Afirmação foi feita a empresários do setor da construção civil, em evento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2018 | 11h57

BRASÍLIA - Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu nesta quarta-feira que "tudo" pode ser privatizado na Petrobrás, caso haja um "bom" marco regulatório no futuro. A afirmação foi feita a empresários do setor da construção civil, em evento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, em Brasília.

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"Muitos setores da Petrobrás devem ser privatizados. Petrobrás foi crescendo, crescendo, crescendo. Inúmeras áreas da Petrobrás que não são o core, o centro objetivo principal, tudo isso pode ser privatizado. E se tivermos um bom marco regulatório, você pode até no futuro privatizar tudo, sem nenhum problema", defendeu. 

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O tucano defendeu que o Estado brasileiro não pode ser "empresário", mas sim um papel de "planejador e regulador". "Temos que ter coragem de aprovar aquilo que acreditamos. Não tem que ter Estado empresário. Governo tem que ter papel planejador e regulador", disse.

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Apesar disso, Alckmin negou intenção de privatizar o Banco do Brasil, quando foi questionado por empresários presentes no evento. "Não pretendo privatizar o Banco do Brasil. O que você pode fazer é criar subsidiários embaixo, com controle privado. É importante ter um ou dois bancos privados para financiar investimentos", disse. 

Alckmin voltou a defender "política fiscal dura" para garantir dinheiro "mais barato no País". "Crédito é a maior ferramenta do desenvolvimento. Hoje o mundo tem juros negativos, você paga para guardar dinheiro".

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