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Líder tucano diz que delação de Cerveró aproxima Dilma e Lula do escândalo na Petrobrás

- Atualizado: 13 Janeiro 2016 | 19h 22

Em publicação no Facebook, Carlos Sampaio afirma que declarações 'estão comprovando suspeitas' de que ambos 'não só sabiam' do esquema, mas também 'ajudaram a mantê-lo como fonte de arrecadação para o PT e seus aliados no governo'

BRASÍLIA - Atual líder do PSDB na Câmara, o deputado Carlos Sampaio (SP) disse nesta quarta-feira, 13, em sua página no Facebook, que as investigações da Operação Lava Jato aproximam "cada vez mais" a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva do escândalo de corrupção na Petrobrás.

Carlos Sampaio, lider do PSDB na Câmara dos Deputados
Carlos Sampaio, lider do PSDB na Câmara dos Deputados

"Aos poucos, as delações estão comprovando nossas suspeitas de que Lula e Dilma não só sabiam do esquema de corrupção na Petrobras, como ajudaram a mantê-lo como fonte de arrecadação para o PT e seus aliados no governo", disse Sampaio, ao comentar o conteúdo da delação premiada do ex-diretor da estatal, Nestor Cerveró.

Cerveró declarou à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter ouvido do senador Fernando Collor (PTB-AL) menção à presidente Dilma. Segundo ele, em setembro de 2013, Collor afirmou que suas negociações para indicar cargos de chefia na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás, haviam sido autorizadas diretamente pela petista.

Líderes governistas, no entanto, avaliaram hoje que o conteúdo da delação não reacende o clima favorável ao andamento do processo de impeachment contra a presidente. "Não tem força (para estimular o impeachment) porque não tem base, não tem consistência. O objetivo dele é se livrar dos delitos que ele praticou", avaliou o vice-líder do governo na Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP).

Advogados do PSDB pretendem pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a inclusão da delação premiada do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás em três ações que podem levar a Corte a cassar a chapa da petista e do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Os tucanos também discutem se vão sugerir o depoimento do próprio ex-diretor para instruir as ações do TSE.

Já o atual líder do DEM, Mendonça Filho (PE), anunciou nesta quarta que vai propor a convocação de Cerveró para a comissão especial do impeachment, assim que o colegiado começar a trabalhar. Cerveró já esteve em outras ocasiões no Congresso para falar sobre o esquema de corrupção na estatal.

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