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Política

Petrobrás

Para líderes governistas, delação de Cerveró não tem força para reacender clima pró-impeachment

Avaliação é de que declarações do ex-diretor da Petrobrás não têm consistência e são um 'diz que me disse'

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Daiene Cardoso,
O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2016 | 16h08

BRASÍLIA - Líderes governistas avaliaram nesta quarta-feira, 13, que o conteúdo da delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, não reacende o clima favorável ao andamento do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. "Não tem força (para estimular o impeachment) porque não tem base, não tem consistência. O objetivo dele é se livrar dos delitos que ele praticou", avaliou o vice-líder do governo na Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP).

Cerveró declarou à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter ouvido do senador Fernando Collor (PTB-AL) menção à presidente Dilma. Segundo ele, em setembro de 2013, Collor afirmou que suas negociações para indicar cargos de chefia na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás, haviam sido autorizadas diretamente pela petista.

Teixeira classificou as declarações do ex-diretor preso na Operação Lava Jato como "diz que me disse" e lamentou que Cerveró tente "manchar a honra de pessoas honestas". "Esse Cerveró é um homem assumidamente corrupto e que tenta envolver pessoas honestas em sua busca por liberdade", concluiu.

Aliado do Palácio do Planalto, o atual líder da bancada do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), também minimizou a delação de Cerveró e disse duvidar que o depoimento à PGR reavive o clima favorável ao afastamento da presidente. "Me parece não ter consistência nenhuma", declarou ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado

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