‘Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável’

‘Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável’

Em reação às declarações do general do Exército Eduardo Villas Bôas, ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot se pronunciou em seu Twitter

Luiz Vassallo

04 Abril 2018 | 05h22

Rodrigo Janot. Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Isso definitivamente não é bom”, afirmou o procurador-geral da República Rodrigo Janot, em reação às declarações do general do Exército Eduardo Villas Bôas, nesta terça-feira, 3. Por meio do Twitter, Villas Bôas questionou sobre ‘quem está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais’ e disse que a o Exército ‘se mantém atento às suas missões institucionais’.

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“Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável. Mas não acredito nisso realmente”, criticou Janot.

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Nesta terça-feira, 03, Villas Bôas  disse que o Exército ‘julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia’. O general afirmou que o Exército ‘se mantém atento às suas missões institucionais’.

O general não citou nomes em sua mensagem, e questionou. “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”.

Segundo apurou a colunista do Estadão, Eliane Cantanhede, a mensagem do comandante do Exército foi um recado aos ‘interesses’ do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que terá seu habeas corpus preventivo julgado nesta quarta-feira, 4. Generais ouvidos pela jornalista, no entanto, descartam que seja uma ameaça.