Lula ainda lá

Lula ainda lá

Mais de 15 horas depois de esgotado o prazo para se entregar à Polícia Federal em Curitiba, ex-presidente permanece entrincheirado no sindicato onde fez sua carreira, em São Bernardo do Campo

Luiz Fernando Teixeira, Luiz Vassallo e Fausto Macedo

07 Abril 2018 | 08h28

FOTO AMANDA PEROBELLI/ESTADAO

Mais de 15 horas depois de esgotado o prazo para se entregar à Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Lula continua entrincheirado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, na rua João Basso, São Bernardo do Campo. Ele chegou ali pouco depois de 19 hs da quinta-feira, 5, menos de duas horas depois de ser informado sobre o decreto de sua prisão expedido pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato.

Moro deu prazo a Lula para se entregar ‘voluntariamente’ à PF até as 17 horas de sexta, 6. O petista ignorou e se deslocou até a sede do sindicato onde comandou as greves históricas dos anos 1970 e, depois, a criação do PT.

Lula passou a sexta inteira no sindicato, ao lado de quadros do partido.

Lula e apoiadores. Foto: Ricardo Stuckert

Passado o prazo para ele se entregar tiveram início negociações entre seus defensores e delegados da PF encarregados de cumprir a ordem de prisão.

A PF quer evitar o confronto – apoiadores do ex-presidente passaram toda a sexta aglomerados à porta do sindicato.

Uma das condições que o petista teria colocado à mesa de negociações seria poder participar da missa em homenagem à Marisa Letícia Lula da Silva, ex-primeira dama que morreu em fevereiro de 2017, vítima de um Acidente Vascular Cerebral.

Marisa completaria hoje 68 anos de idade. O PT organizou uma missa no Sindicato em sua homenagem, às 9h30 deste sábado, 7.

Em Curitiba, na Superintendência da PF, uma ‘sala reservada’ o espera na cobertura do edifício, isolado da Custódia.

Enquanto negocia, Lula ainda aposta na estratégia dos recursos. Tentou no Superior Tribunal de Justiça, mas o ministro Felix Fischer negou.

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