Harmonia entre Poderes é requisito para estabilidade da nação, afirma Raquel

Harmonia entre Poderes é requisito para estabilidade da nação, afirma Raquel

Nova procuradora-geral da República tomou posse nesta segunda-feira, 18, em Brasília

Rafael Moraes Moura, Carla Araújo, Beatriz Bulla e Fabio Serapião

18 Setembro 2017 | 08h48

Da esquerda para a direita: Michel Temer, Raquel Dodge e Rodrigo Maia. FOTO DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tomou posse nesta segunda-feira, 18, e afirmou que a ‘harmonia entre os poderes é um requisito para a estabilidade da nação’. Raquel assume em um momento de conflito entre o presidente Michel Temer (PMDB) e seu antecessor Rodrigo Janot.

Na quinta-feira, 14, Janot denunciou Temer por organização criminosa, pelo ‘quadrilhão’ do PMDB e obstrução de justiça, no caso JBS.

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A hora de Raquel

O presidente participou da cerimônia. Estiveram na solenidade a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não foi à cerimônia.

O discurso de Raquel Dodge durou cerca de 10 minutos. Ela assume a cadeira que foi de Janot por quatro anos.

“O Ministério Público, como defensor constitucional do interesse público, posta-se ao lado dos cidadãos para cumprir o que lhe incumbe claramente a Constituição e de modo a assegurar que todos são iguais e todos são livres, que o devido processo legal é um direito e que a harmonia entre os poderes é um requisito para a estabilidade da nação”, afirmou.

Raquel ficou em segundo lugar na lista tríplice da eleição ao cargo, atrás do subprocurador-geral da República Nicolao Dino, preferido de Janot, mas foi indicada por Temer. A eleição é tradicionalmente promovida pela Associação Nacional dos Procuradores da República. No Senado, ela teve aprovação de 74 senadores.

Dodge integra o Ministério Público Federal há três décadas e chegou a liderar as investigações, por exemplo, da Operação Caixa de Pandora, que mirou o ‘Mensalão do DEM’, e prendeu o ex-governador José Roberto Arruda, enquanto exercia o cargo, em 2009.

“No ofício que ora assumo, o trabalho será cotidiano e extenuante. Precisaremos da ajuda de todos os membros e servidores do Ministério Público, pois a grandeza dessa nação tem sido construído de modo árduo”, afirmou a nova-procuradora-geral.

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