A hora de Raquel

A hora de Raquel

Sucessora de Rodrigo Janot assume nesta segunda-feira, 18, comando da Procuradoria-Geral da República que nos últimos anos protagonizou as mais pesadas investidas contra o crime organizado e políticos sob suspeita de corrupção

Redação

18 Setembro 2017 | 08h00

Raquel Dodge. FOTO DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, toma posse nesta segunda-feira, 18, às 8 hs, no Auditório JK, na sede da PGR, em Brasília. Sob o testemunho e apoio do presidente Michel Temer, ela assume a cadeira que durante quatro anos foi ocupada por Rodrigo Janot no comando do Ministério Público Federal.

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Sabatinada no Senado, Raquel reafirmou sua intenção de fortalecer a Operação Lava Jato, ‘aumentando, se necessário, as equipes que a vem desenvolvendo’.

Homem forte de Raquel tira ao menos dois de Janot

Ela disse que a condução da investigação ‘será com base em provas e na lei’. “De forma serena e tranquila, para que evitemos aquilo que a Constituição assegura para todos, que é a proteção contra o aviltamento da dignidade da pessoa humana”, disse a subprocuradora sobre como pretende tocar a grande invesitgação

Raquel ficou em segundo lugar na lista tríplice da eleição ao cargo, atrás do subprocurador-geral da República Nicolao Dino, preferido de Janot, mas foi indicada por Temer. A eleição é tradicionalmente promovida pela Associação Nacional dos Procuradores da República. No Senado, ela teve aprovação de 74 senadores.

Dodge integra o Ministério Público Federal há três décadas e chegou a liderar as investigações, por exemplo, da Operação Caixa de Pandora, que mirou o ‘Mensalão do DEM’, e prendeu o ex-governador José Roberto Arruda, enquanto exercia o cargo, em 2009.

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