Eles voltaram!

Eles voltaram!

Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos deputados peemedebistas do Rio e sob suspeita da Operação Cadeia Velha por propinas milionárias do setor de transporte público, retornaram ao presídio de Benfica, no final da tarde desta terça-feira, 21, por ordem do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região

Julia Affonso e Constança Rezende/RIO

21 Novembro 2017 | 18h16

Jorge Picciani.. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Os deputados estaduais do Rio Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB e sob suspeita da Operação Cadeia Velha – desdobramento da Lava Jato -, por propinas milionárias do setor de transporte público, estão de volta ao presídio de Benfica. Os parlamentares tiveram, pela segunda vez em apenas seis dias, a prisão decretada pelo Tribunal Regional Federal da 2. Região (TRF2).

Paulo Melo. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Edson Albertassi à esquerda, de camisa azul. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Picciani, Albertassi e Melo se entregaram à Polícia Federal tão logo os desembargadores do TRF2, por unanimidade, decidiram mandar prendê-los.

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Escoltados por um forte efetivo de agentes da PF, os peemedebistas chegaram a Benfica sem algemas.

Na quinta-feira, 16, Picciani, Albertassi e Melo se haviam instalado no presídio pela primeira vez. Mas a estada dos parlamentares durou menos de 24 horas, oprque na sexta, 17, seus pares na Assembleia Legislativa do Rio derrubaram a ordem da Corte federal.

Nesta terça, 21, os desembargadores se reuniram em sessão extraordinária no TRF2 e, pela segunda vez, decretaram a prisão de Picciani, Albertassi e Melo, que negam as acusações da Operação Cadeia Velha.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA NÉLIO MACHADO, DEFENSOR DE JORGE PICCIANI

O advogado Nélio Machado, que defende Jorge Picciani, considerou a decisão do TRF2 ‘ilegal, inconstitucional e infeliz’. E irá recorrer à instância superior.

A defesa de Picciani questionou o fato de não ter tido acesso ao teor da questão de ordem antes da sessão desta terça, 21.

Segundo Nélio Machado, o presidente da Assembleia do Rio e os colegas – Paulo Melo e Edson Albertassi – não tiveram um ‘tratamento igualitário’ por parte do tribunal.