Câmara tenta afrouxar controle sobre contas de campanhas

Câmara tenta afrouxar controle sobre contas de campanhas

Luiza Pollo

25 Setembro 2017 | 05h30

Foto: Nilton Fukuda/Estadão – Plenário da Câmara dos Deputados

Em semana decisiva de votações para a reforma política, deputados tentarão afrouxar o rigor nas prestações de contas eleitorais. Regra em discussão na Câmara dispensa candidatos de incluir, nos demonstrativos enviados à Justiça Eleitoral, gastos com combustível, fontes recorrentes de caixa dois e corrupção em campanhas. Também ficariam livres de comprovação despesas com alimentação e hospedagem dos políticos em disputa. As propostas terão de ser aprovadas por maioria simples na Casa, antes de seguir para o Senado.

Perseverante. As novas regras constam do relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP), que já tentou, sem sucesso, emplacar outras polêmicas, como a “Emenda Lula” e a possibilidade de partidos fazerem bingos para se financiar.

Pesos iguais. A bancada militar no Congresso também pode se alinhar contra o fundo para campanhas. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) reclama que o orçamento das Forças Armadas é de R$ 800 milhões, o mesmo a ser destinado para candidaturas.

Largada. 2018 começou para ministros do governo Temer. Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Helder Barbalho (Integração Nacional) e Fernando Filho (Minas e Energia) passaram o fim de semana em suas bases eleitorais, a lançar obras e programas.

Blindagem. Advogado de Temer, Gustavo Guedes defende que o Supremo invalide conversas gravadas sem o consentimento do presidente da República em endereços oficiais, como ocorreu no caso JBS.

Vacina. Já o ministro Napoleão Maia, do STJ, passou a gravar, ele próprio, suas conversas com advogados. Põe o gravador na mesa e avisa aos causídicos que a medida é preventiva, pois estão dizendo que o Judiciário se corrompe.

Depois do temporal. A OAS achou bom que as delações de seus executivos não tenham sido assinadas na gestão de Rodrigo Janot. Avalia que a confusão envolvendo a JBS poderia contaminar outros acordos com a digital dele. A Camargo Corrêa, chamada para um “recall” de sua colaboração, pensa o mesmo.

Tábua de salvação. A Mendes Júnior quer agora fechar delação com a Polícia Federal. A alternativa passou a ser discutida após Janot recusar acordo com os executivos da empresa, alegando que seria irrelevante para a Lava Jato.

Desespero. O entendimento com a PF seria a forma mais viável de livrar os empreiteiros de uma longa jornada na cadeia. A sensação é de desalento após o TRF-4 aumentar as penas dos executivos. É dado como certo que Raquel Dodge não vai reconsiderar a decisão de seu antecessor.

Sinais Particulares – Raquel Dodge, procuradora-geral da República/Por Kleber Sales

 

 

CLICK Exclusivo. O ministro do Supremo Dias Toffoli encontrou ontem com o deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI) e o Secretário da Casa Civil do governo Alckmin, Samuel Moreira, no restaurante Santo Colomba, em São Paulo. Fortes, o “Boca Mole” da lista da Odebrecht, diz que foi coincidência e que só falaram de “amenidades”.

 

Foto GABRIELA BILO / ESTADÃO – O ministro Dias Toffoli e visto saindo do restaurante Santo Colomba, no jardins

Arsenal. Marcello Miller disse a interlocutores que tem mensagens trocadas com Janot e os ex-colegas de PGR Eduardo Pelella e Sérgio Bruno. Leia mais sobre assunto aqui.

Respiro. A economia de SP dá sinais de despertar. De janeiro a julho, o Estado recebeu R$ 11,1 bilhões em investimentos privados, o dobro do mesmo período do ano passado (R$ 5,1 bi), pior fase da crise.

Destinos. Os aportes são, basicamente, na indústria automotiva e na área de infraestrutura. Os dados são da Pesquisa Piesp.

Pronto, falei!

“Dilma foi uma espécie de Bibi do petismo. Será que acabará solta como a personagem real?”, Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, condenado no mensalão, referindo-se ao papel de Juliana Paes, a Bibi perigosa, em “A força do Querer”.

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