Comissão de Ética Pública pode investigar regalias de presidente da Infraero

Comissão de Ética Pública pode investigar regalias de presidente da Infraero

Naira Trindade, Leonel Rocha e Andreza Matais

05 Fevereiro 2018 | 05h40

Antônio Claret, presidente da Infraero                                      Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Comissão de Ética Pública da Presidência vai incluir na pauta do colegiado dia 19 análise de denúncias envolvendo o chefe da Infraero, Antônio Claret. A Coluna do Estadão revelou, sábado, que das 65 viagens feitas por Claret, 57 foram para Belo Horizonte, onde mora. Ele também pediu reembolso para compra de assento conforto em voos nacionais, que garante poltronas mais espaçosas e confortáveis, bebidas alcoólicas, viagens com familiares e voos internacionais em classe executiva.

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A informação é do presidente da comissão de ética, Mauro Menezes. “Um dos nossos principais focos de atenção consiste na identificação de desvios de finalidade em viagens oficiais, que podem servir de maneira oblíqua a conveniências pessoais de autoridades. Quando há indícios de abusos em prejuízo ao erário público, as circunstâncias merecem exame”, afirmou. Para complementar: “Levarei o tema à apreciação preliminar do colegiado no dia 19 de fevereiro, para eventual abertura de apuração pela comissão. Não adianto juízo de valor sobre o caso concreto, mas o teor das revelações justifica essa providência”.

Claret foi indicado para o cargo pelo PR, apadrinhado por Valdemar Costa Neto, que tenta fazê-lo ministro dos Transportes.

A Infraero informa que o custo de todas as passagens relativas às viagens particulares com destino a Belo Horizonte foi ressarcido pelo presidente da empresa. Sobre despesas com bebida, assento conforto e familiares em hotéis, a empresa diz que “isso nunca ocorreu”. Apesar de ter negado, a Infraero respondeu assim a questionamento sobre quanto gastou com assento conforto desde que Claret assumiu o cargo até hoje: “A Infraero esclarece que o balanço até fevereiro de 2018 só será encerrado até dez dias após o final do mês corrente”.

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