Reprodução/Twitter de Carla Zambelli
Reprodução/Twitter de Carla Zambelli

'Voltar às origens': Carla Zambelli apaga tuíte sobre morte de Bebianno após repercussão

'Era para dizer que a morte foi natural, não para zoar nada', justificou a parlamentar ao 'Estadão'

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2020 | 16h16

BRASÍLIA - A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) confirmou ao Broadcast/Estado que publicou um tuíte neste sábado em referência à morte do ex-secretário-geral da Presidência Gustavo Bebianno na madrugada deste sábado, mas apagou a mensagem em seguida após a repercussão.

A parlamentar tinha postado uma passagem bíblica. "O Senhor dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. Isaías 14:24. Todos que se colocarem contra o projeto de Deus serão flechados e voltarão, naturalmente, às suas origens", escreveu Zambelli na rede social.

Ela disse que apagou a publicação porque foi mal interpretada. "Eu li que já estão fazendo conjecturas, ligando a morte dele (Bebianno) ao presidente Jair Bolsonaro. Eu só quis dizer que a morte foi natural", disse a parlamentar. Ela também confirmou que a publicação fazia mesmo referência à morte do ex-ministro. "Era, mas para dizer que a morte foi natural, não para zoar nada", afirmou.

No Twitter, usuários apontaram a semelhança do trecho postado por Carla a uma frase de Bolsonaro em meio à polêmica que culminou na demissão de Bebianno.

No dia 13 de fevereiro de 2019, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, disse que Bebianno mentiu: “É uma mentira absoluta de Bebianno que ontem teria falado 3 vezes com Bolsonaro (sobre diversos assuntos, entre eles irregularidades nas campanhas do PSL). Bolsonaro não tratou com Bebianno”. Horas depois, Bolsonaro retuitou as mensagens e, numa entrevista à noite divulgada pela TV Record, o presidente disse que Bebianno poderia “voltar às origens” caso estivesse envolvido em irregularidades.

Bebianno acabou se transformando no pivô da primeira crise política do governo após suspeita de que o PSL, antigo partido do presidente, fez uso de candidaturas laranjas nas eleições. Bebianno, então, que era presidente nacional da sigla na eleição, passou a ser alvo de críticas do filho do presidente e vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e da ala ligada ao grupo do guru bolsonarista Olavo de Carvalho. Ele caiu no 49º dia do novo governo. No início deste mês, Bebianno foi lançado como pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB. Relembre as alianças e crises entre Bebianno e a família Bolsonaro. 

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