Reprodução
Reprodução

Toffoli pede para investigar manifestantes que atacaram sede do STF

PGR autorizou abertura de investigação preliminar para apuração dos atos contra o Supremo

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2020 | 21h31

BRASÍLIA – A Procuradoria-Geral da República autorizou a abertura de uma investigação preliminar sobre o ataque a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) por apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro. O movimento da PGR é resposta à solicitação do presidente da Corte, Dias Toffoli, para que se identifiquem e responsabilizem os participantes e financiadores do ato.

Toffoli acionou órgãos de investigação para responsabilizar participantes de um ataque ao prédio da Corte. O presidente pediu a investigação dos participantes e financiadores do ato, citando inclusive “eventual organização criminosa”. O presidente do STF resolveu representar contra Renan da Silva Sena, apontado como autor do lançamento de artefatos explosivos contra o prédio do STF, e outros envolvidos que forem identificados.

O despacho da PGR, assinado pelo procurador João Paulo Lordelo, autorizou a abertura de uma notícia de fato criminal, procedimento anterior ao inquérito, para que sejam reunidos elementos mínimos para que a investigação continue na procuradoria, uma vez que os suspeitos - inclusive Sena - não tem foro privilegiado.

As informações do procedimento deverão ser repassadas ao vice-procurador-geral, Humberto Jacques de Medeiros, que já conduz inquérito sobre atos antidemocráticos e contra o STF. Um inquérito também foi aberto pela Procuradoria no DF para apurar a responsabilidade pelos ataques

Além da PGR, a representação foi encaminhada à Polícia Federal, à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, que conduz o inquérito das fake news, aberto para investigar ataques ao Supremo e a outras instituições.

Conforme o Estadão revelou em maio, Renan Sena é um dos líderes de manifestação pedindo a destituição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a expulsão do STF. Ele também foi flagrado, no dia 1.º de maio, agredindo uma enfermeira que participava de um ato a favor do isolamento social. Sena foi preso ontem pela Polícia Civil do DF, após xingar autoridades. 

Renan Sena é ex-funcionário do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Neste domingo, ele foi detido pelos crimes de calúnia e injúria após divulgar vídeo com ofensas contra autoridades do STF, do Congresso Nacional e contra o governador Ibaneis Rocha (MDB).

Ibaneis demite número 2 da PM após ataque ao Supremo Tribunal Federal

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), exonerou o número 2 da Polícia Militar do DF após um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro ter disparado fogos de artifício em direção ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Militar do DF é responsável pela segurança na área. Depois do episódio contra o STF, o governador resolveu demitir o coronel Sérgio Luiz Ferreira de Souza do cargo de subcomandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal. A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF neste domingo, 14.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.