Reprodução/Twitter de Leticia Catelani
Reprodução/Twitter de Leticia Catelani

'Sofri pressão do governo pela manutenção de contratos espúrios', diz diretora demitida da Apex

Ligada a Ernesto Araújo, ela foi demitida por militar que assumiu a Agência de Promoção à Exportação, um dos principais focos do embate entre olavistas e militares do governo

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2019 | 11h10

A ex-diretora da Agência de Promoção à Exportação (Apex), Letícia Catelani, destituída do cargo na segunda, 6, pelo novo presidente da agência, o militar Sérgio Segóvia, disse em suas redes sociais que sofreu pressão do governo de Jair Bolsonaro pela manutenção de "contratos espúrios"  e que agora "paga o preço" por ter combatido a corrupção.

"Combati incansavelmente a corrupção e fechei as torneiras que a alimentavam", escreveu Letícia em seu Twitter. "Estou pagando o preço. Sofri pressão de dentro do governo pela manutenção de contratos espúrios, além de ameaças e difamações. Não me intimidei! Gratidão pelo apoio e o movimento."

Ela e outro diretor, Márcio Coimbra, também demitido, são nomes que tinham sido indicados pelo chanceler Ernesto Araújo. Desde janeiro, a Apex se tornou um dos principais focos de embate entre “olavistas” - seguidores do escritor Olavo de Carvalho, como o chanceler - e militares, com embates, principalmente, entre Letícia e os dois últimos presidentes. O próprio Olavo está em atrito público com militares ligados ao governo. Leia aqui.

No comando da Apex, Segóvia é contra-almirante na Marinha e atuou em diversas áreas do órgão. “Na área de comércio exterior, (Segóvia) foi responsável pelos processos de logística e de aquisição internacional, quando encarregado do grupo de recebimento de navio no estrangeiro. É fluente nos idiomas inglês e espanhol”, afirmou a agência na nota.

 

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