Wilton Junior/Estadão
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'Separação foi amigável', diz Bolsonaro sobre saída de Santos Cruz

Durante café da manhã com jornalistas, presidente afirmou que substituto escolhido, general Luiz Eduardo Ramos, tem a vantagem de ter sido assessor parlamentar e que vai ajudar muito na articulação política

Renata Agostini, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2019 | 12h40

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta sexta, 14, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, que a demissão do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, do cargo de ministro-chefe da Secretaria do Governo, foi uma “separação amigável”. Segundo o presidente, o militar escolhido como substituto, general Luiz Eduardo Ramos, tem boas características para o cargo, como bom trato com a imprensa e experiência política.

“Uma vantagem em relação ao Santos Cruz é que ele foi assessor parlamentar. Vai ajudar muito na articulação política”, disse Bolsonaro. Apesar de sinalizar o reforço na articulação com o Congresso, ele defendeu a atuação do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Segundo Bolsonaro, ele é “muito melhor” do que nomes que passaram pelo cargo, como a ex-presidente Dilma Rousseff (que foi ministra do governo Lula) e Erenice Guerra (ministra do governo Dilma).

“Por que lá atrás a articulação tinha menos ruído? Era saliva ou (oferta de) estatais e ministérios?”, questionou. Segundo Bolsonaro, ele está disposto a cumprir o prometido na campanha, de manter “um ministério técnico”, e afirmou que o Congresso já se adequou ao que chama de nova forma de governar. “Hoje há entendimento por vários parlamentares. Está pacificado no parlamento essa questão: a interlocução é de outra forma”, disse.

Apesar de considerar o general Ramos mais experiente para o cargo, Bolsonaro disse que gostaria que  Santos Cruz seguisse no governo em outra função. “Não adianta querer esconder, problemas acontecem. Mas ele continua no meu coração”, disse. “Continuo aberto a ele. É uma pessoa excepcional. Seria muito bom se ele pudesse ficar em outro cargo no governo.”

O cargo oferecido foi o de presidente dos Correios, que também passará por mudanças. Bolsonaro anunciou durante o café que decidiu demitir o atual da estatal, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, porque ele teria se comportado como “um sindicalista” durante ida ao Congresso. Segundo Bolsonaro, ele posou para fotos com políticos da oposição, como do PT. 

Não há definição, contudo, sobre quem irá assumir os Correios, já que Santos Cruz não teria aceito a proposta.

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